Várzea Grande
Prefeitura intensifica manutenção no Parque Flor do Ipê para prevenir incêndios e garantir segurança dos visitantes
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande realiza, ao longo desta semana, serviços de limpeza e manutenção no Parque Municipal Flor do Ipê, localizado na região do Grande Cristo Rei. Os trabalhos começaram na segunda-feira (6) e seguem até sexta-feira (10), com o objetivo de garantir mais segurança aos visitantes e reforçar a preservação da unidade de conservação ambiental.
Entre os serviços executados está a retirada de galhos, folhas secas e outros materiais orgânicos produzidos pela própria natureza, que, durante o período de estiagem, podem servir de combustível e favorecer a ocorrência de incêndios florestais.
Além da limpeza, as equipes realizam a manutenção da passarela elevada que percorre parte do parque. Algumas tábuas estão sendo substituídas por madeira de itaúba, conhecida pela alta resistência às intempéries e maior durabilidade, proporcionando mais segurança aos frequentadores.
O fiscal ambiental responsável pelos parques municipais, Edmilson Pinheiro, que coordena os serviços, destaca que as ações são preventivas e fazem parte do cronograma permanente de conservação dos espaços públicos.
“A limpeza é fundamental para reduzir o acúmulo de material vegetal seco, principalmente no período de estiagem, quando o risco de incêndios aumenta. Paralelamente, estamos substituindo tábuas da passarela por madeira de itaúba, que oferece maior resistência e amplia a vida útil da estrutura, garantindo mais segurança aos visitantes”, afirmou Edmilson Pinheiro.
O Parque Municipal Flor do Ipê possui aproximadamente 19 hectares de área, dos quais cerca de quatro hectares correspondem à área de preservação ambiental com trilhas suspensas, construídas devido às características alagadiças do terreno. Ao todo, são cerca de 750 metros de passarelas elevadas, que permitem a visitação ecológica com baixo impacto ambiental.
A estrutura do parque também conta com parque infantil, quadra esportiva, bancos e mesas destinadas à prática de jogos como xadrez e dama. O espaço é voltado à contemplação da natureza, permitindo aos visitantes observar diversas espécies de plantas nativas da antiga várzea, além da fauna silvestre, composta por diferentes espécies de aves e pequenos mamíferos, como macacos, esquilos e tamanduás-mirins.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, reforça que a conservação da unidade depende tanto da manutenção realizada pelo município quanto da colaboração dos visitantes.
“O Parque Flor do Ipê é uma importante unidade de conservação ambiental de Várzea Grande. As ações de manutenção garantem a segurança da população e contribuem para a preservação desse patrimônio natural. Também contamos com a conscientização dos visitantes para que respeitem as normas de uso e ajudem a conservar esse espaço para as futuras gerações”, destacou o secretário.
Ricardo Amorim lembra que o horário de funcionamento do parque foi definido para garantir a proteção da fauna silvestre.
“O parque funciona diariamente, das 5h às 18h, e essa limitação de horário é necessária para preservar os hábitos da fauna que vive na unidade de conservação, reduzindo os impactos sobre os animais e assegurando o equilíbrio ambiental”, explicou.
A administração municipal reforça ainda que não é permitida a circulação de bicicletas nas pistas de caminhada nem a entrada de animais domésticos no parque. A visitação é gratuita e ocorre diariamente, inclusive aos finais de semana e feriados, das 5h às 18h.
Galeria de Fotos (10 fotos)
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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