Várzea Grande

Prefeita garante 100% da frota com wifi e câmeras de monitoramento

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Flávia Moretti destrava um dos principais problemas de Várzea Grande após apoio da Mesa Técnica do TCE. Prefeitura vai pagar dívidas antigas para depois abrir o processo de concessão, mas até lá, melhorias no transporte coletivo deverão ser cumpridas

Foi assinado pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), na manhã desta terça-feira (14), um acordo com a empresa responsável pelo transporte público dentro do município. A assinatura ocorreu por meio da Mesa Técnica do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE MT).

Durante as tratativas, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio do pedido da prefeita Flávia Moretti, solicitou uma série de melhorias, como por exemplo, renovação de frota com a entrega de oito novos ônibus, redução da idade média dos veículos para cinco anos, 80% da frota com ar-condicionado, 100% da frota monitorada por câmeras e GPS para fiscalização dos veículos e segurança dos usuários, 100% da frota com internet wifi, diminuição do tempo de rota, identificação exclusiva das linhas municipais, instalações de três estações de passageiros em regiões e linhas pré-definidas, 40 pontos de recargas, ouvidoria geral digital, reforço de frota ou revisão de itinerário quando o tempo médio de espera superar 30 minutosentre, entre outras melhorias.

“Estamos lutando por melhorias ao nosso Município e à nossa população. Uma das principais reclamações que recebemos diz respeito ao transporte público. Queremos um transporte eficaz, moderno e confortável. Por isso, enquanto não pudermos realizar uma nova concessão, vou cobrar da atual empresa que preste um serviço adequado para os nossos munícipes”, declara Moretti. Como frisou, é mais uma promessa de campanha que está sendo cumprida em apenas dez meses de gestão. “Destravando uma demanda de mais de 25 anos da nossa população”.

A PARTIR DE AGORA – No acordo, ficou acordado que o Município se compromete a quitar dívidas acumulados de anos anterior que hoje totalizam aproximadamente R$ 20 milhões em 24 parcelas. “Nós prorrogamos o contrato por dois anos, porque ele já era previsto para encerrar em 2026, nós prorrogamos até 2027 para que a prefeitura possa cumprir o acordo de pagamento e para que eles possam fazer esses investimentos em transporte público. Essa prorrogação também serve para dar continuidade à prestação do serviço até conseguir fazer todo trâmite para a nova concessão”, disse Moretti.

Participaram da reunião, o secretário municipal de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, o Procurador-Geral do Município, Maurício Magalhães, o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas do Chapéu do Sol.

“Nossa missão é garantir que o várzea-grandense tenha o melhor serviço possível até que realizemos o plano de mobilidade urbana de Várzea Grande e o novo processo de concessão”, declara a prefeita.

O presidente da Mesa Técnica e conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Valter Albano, todos os itens foram debatidos no sentido de primeiro, melhorar a qualidade da prestação do serviço. “O Tribunal de Contas fez a intermediação, a Prefeitura se bem representou nesse processo e a área empresarial também. Todos os itens foram debatidos no sentido de melhorar a qualidade da prestação do serviço. Buscamos o consenso, o consenso foi firmado, nesse momento, nós assinamos o acordo. Esse processo vai ao conselheiro, o relator Antônio Joaquim, que pedirá ao presidente Sérgio Ricardo a pauta para ser homologada em plenária. Então, eu considero que foi um sucesso o trabalho realizado”, conta o conselheiro.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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