Várzea Grande

Postão recebe equipamento moderno para exames de endoscopia e colonoscopia

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Várzea Grande

Mais tecnologia, mais precisão nos diagnósticos e mais segurança para os pacientes. O Centro Especializado em Saúde (CES), conhecido como Postão, passa a contar com um novo equipamento de endoscopia e colonoscopia de alta definição, que permitirá a retomada dos exames com recursos tecnológicos mais avançados e maior qualidade na assistência.

Além da instalação do aparelho, a equipe de enfermagem participou de um treinamento técnico para aprender o manuseio correto do equipamento e os protocolos de apoio aos médicos durante os procedimentos. A previsão é que os exames sejam retomados já na próxima semana.

Segundo o engenheiro da B&F Brasil, empresa responsável pela locação dos equipamentos médicos, Gabriel Nathan Gomes, o novo sistema oferece imagens em alta definição (HD), tecnologia totalmente digital e recursos que aumentam a precisão dos diagnósticos.

“O equipamento permite visualizar com mais detalhes alterações no trato digestivo, tanto no estômago quanto no intestino grosso. Além disso, possui recursos de cromoscopia, que modificam a iluminação para destacar vasos sanguíneos e pequenas lesões que poderiam passar despercebidas em equipamentos convencionais”, explica.

Ele destaca ainda que, durante os exames, também é possível realizar biópsias e retirar pólipos quando houver indicação médica, agilizando o diagnóstico e contribuindo para a identificação precoce de doenças, incluindo diferentes tipos de câncer.

Para a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, a modernização dos equipamentos representa mais um avanço na qualificação da assistência oferecida à população de Várzea Grande.

“Estamos investindo não apenas em equipamentos mais modernos, mas também na capacitação dos nossos profissionais. Tecnologia e equipes preparadas caminham juntas para oferecer um atendimento mais seguro, exames com maior precisão e diagnósticos mais rápidos. Quem ganha com isso é a população, que passa a contar com um serviço cada vez mais qualificado dentro da rede municipal de saúde.”

Para a responsável técnica do Centro Especializado em Saúde, Letícia Maria Marques, investir na capacitação da equipe é tão importante quanto a aquisição da nova tecnologia.

“Nosso objetivo é retomar os exames já na próxima semana. Como se trata de um equipamento altamente tecnológico, é fundamental que toda a equipe de enfermagem esteja preparada para auxiliar os médicos e oferecer segurança e qualidade durante todo o atendimento ao paciente”, afirma.

Entre as profissionais que participaram do treinamento está a técnica de enfermagem Cleunice Aparecida Neuburger, que destacou a importância da atualização profissional.

“Todo treinamento agrega conhecimento. Gostei muito da capacitação e acredito que esse aprendizado melhora ainda mais o atendimento prestado aos pacientes.”

Quem também aprovou a iniciativa foi a técnica de enfermagem Dilene Viana de Araújo. Antes atuando na triagem e na recuperação pós-anestésica (RPA), ela vê na oportunidade uma forma de ampliar seus conhecimentos.

“É uma experiência muito boa. Equipamentos novos trazem novos aprendizados e isso é sempre bem-vindo. A explicação foi excelente e estou pronta para aprender cada vez mais.”

Com a chegada do novo equipamento e a qualificação das equipes, o Centro Especializado em Saúde reforça a oferta de exames especializados no município, proporcionando diagnósticos mais precisos, maior agilidade na identificação de doenças e mais qualidade no atendimento à população de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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