Várzea Grande

Escolas da Rede Municipal recebem manutenção e reforço na limpeza para o retorno das aulas

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As unidades da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande estão nos últimos preparativos para o retorno das aulas do segundo semestre letivo, marcado para a próxima terça-feira (21). Durante o recesso escolar, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), intensificou os serviços de manutenção predial, limpeza e conservação das escolas para garantir um ambiente mais seguro, organizado e acolhedor para estudantes e profissionais da educação.

As equipes de manutenção realizaram uma série de melhorias nas unidades escolares, incluindo pintura interna e externa, troca de lâmpadas, reparos na rede elétrica, substituição de tomadas, manutenção hidráulica, reparos em banheiros, pequenos consertos estruturais e revisão de equipamentos utilizados no dia a dia das escolas.

Além das intervenções prediais, os trabalhos também contemplaram a limpeza geral dos pátios, capina, poda de árvores, recolhimento de galhos, manutenção das áreas verdes, limpeza da arborização e organização dos espaços externos, proporcionando mais segurança e conforto para toda a comunidade escolar.

Entre as unidades atendidas estão a EMEB Ana Rosa da Silva, a Escola Municipal Antônio Joaquim de Arruda, o CMEI Domingos Sávio, além de outras escolas e Centros Municipais de Educação Infantil distribuídos pelo município, que receberam as intervenções de acordo com as necessidades identificadas pelas equipes técnicas da Secretaria.

Na EMEB Ana Rosa da Silva, a diretora Rosemeire Ferreira Pereira destaca que o período de recesso foi aproveitado para preparar a escola para receber os estudantes em um ambiente renovado.

“Estamos na expectativa para o retorno das aulas. O dia 21 está chegando e estamos preparando a escola para receber nossos alunos novamente, com energia renovada. Durante esses 15 dias de recesso, recebemos pintura interna e externa, além de uma força-tarefa de limpeza e organização. Foi um período importante para deixar a unidade pronta para iniciar o segundo semestre da melhor forma possível”, afirmou.

Além dos serviços de manutenção, os servidores responsáveis pela limpeza das unidades escolares também intensificaram os trabalhos nos últimos dias, realizando a higienização das salas de aula, corredores, banheiros, cozinhas, refeitórios, mobiliários e demais ambientes utilizados diariamente pelos estudantes. O objetivo é assegurar que todas as escolas estejam organizadas e preparadas para receber milhares de alunos no início das atividades letivas.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que o período de recesso é fundamental para executar serviços que garantam mais conforto e segurança à comunidade escolar.

“Enquanto os alunos descansam, nossas equipes trabalham para que cada unidade esteja preparada para recebê-los da melhor maneira possível. Estamos realizando manutenções preventivas, pequenos reparos, pintura, limpeza e conservação dos espaços, sempre com o objetivo de oferecer um ambiente seguro, organizado e acolhedor. Cuidar da estrutura das escolas também é investir na qualidade da educação e no bem-estar dos nossos estudantes e profissionais.”

Segundo a Secretaria, os serviços continuam sendo realizados de forma contínua durante todo o ano letivo, atendendo às demandas encaminhadas pelas unidades escolares. Durante o recesso, no entanto, os trabalhos são intensificados para aproveitar a ausência dos estudantes e executar as intervenções com maior agilidade, garantindo que o retorno às aulas aconteça em ambientes adequados para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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