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Doação de área impulsionou implantação do Parque Tecnológico de Mato Grosso em Várzea Grande

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Muito antes do início das obras do Parque Tecnológico de Mato Grosso, um projeto que promete transformar Várzea Grande em um polo de inovação, uma iniciativa da Ductievicz Incorporadora, liderada pelo empresário Juarez Ductievicz e pelo vereador Lucas Ductievicz (Lucas do Chapéu do Sol – PL), foi decisiva para tirar o empreendimento do papel.

A empresa realizou a doação de uma área de aproximadamente 16 hectares, localizada no bairro Chapéu do Sol, permitindo que o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande dessem andamento ao projeto. A escritura pública de doação oficializou a transferência do terreno, consolidando a parceria entre a iniciativa privada e o poder público.

A cessão da área abriu caminho para investimentos superiores a R$ 21,3 milhões destinados à infraestrutura e à construção do parque, que será voltado à instalação de empresas de tecnologia, centros de pesquisa, startups, incubadoras e laboratórios de inovação.

Para o vereador Lucas Ductievicz, a iniciativa sempre teve como foco preparar Várzea Grande para um novo ciclo de crescimento econômico.

“Desde o início, acreditamos que o Chapéu do Sol não poderia ser apenas mais um bairro. Precisava ser o ponto de partida para o futuro de Várzea Grande. A doação dessa área foi a forma que encontramos de contribuir com o desenvolvimento da cidade, gerando oportunidades por meio da tecnologia, da inovação e da criação de empregos. Agora, o desafio é incentivar nossos jovens, atrair empresas e mostrar que a região norte tem potencial para liderar esse novo momento de Mato Grosso”, afirmou.

Com cerca de 16 hectares, o Parque Tecnológico deverá reunir empresas nacionais e internacionais voltadas à inovação. A expectativa é que o empreendimento gere aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos, além de estimular a formação de profissionais qualificados por meio de parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como UFMT, IFMT e UNEMAT.

Além do impacto na geração de empregos, o projeto deve fortalecer o ambiente de negócios da cidade, ampliar a competitividade regional e impulsionar setores como construção civil, comércio, serviços e tecnologia.

A doação realizada pela Ductievicz Incorporadora é apontada como um dos marcos que possibilitaram a implantação do Parque Tecnológico, evidenciando como a cooperação entre a iniciativa privada e o poder público pode viabilizar projetos estruturantes capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e tecnológico de Mato Grosso.

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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