Várzea Grande

Colheita de melão e melancia reforça merenda escolar e valoriza agricultura familiar

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PNAE se mostra uma importante política pública de valorização do pequeno produtor. Cria um ciclo de desenvolvimento que gera renda no campo, movimenta a economia e leva alimento saudável para nossas escolas

O produtor rural João José de Lima, morador da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, comemora uma safra de sucesso com a colheita de melão e melancia em sua propriedade de aproximadamente 25 hectares. As frutas serão destinadas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante a compra direta de produtos da agricultura familiar para abastecer a merenda das escolas públicas, fortalecendo a produção local e oferecendo alimentos mais frescos e saudáveis aos estudantes.

A produção é adquirida pela Cooperativa de Produtores de Várzea Grande (Coopeveg), que realiza a entrega diretamente à Secretaria Municipal de Educação, assegurando a chamada “compra certa” — um modelo que elimina intermediários e garante renda estável ao agricultor. Além das frutas, o produtor também cultiva mandioca e planeja o plantio de milho, ampliando a diversidade produtiva em sua área.

O trabalho é resultado de uma sólida parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), a Empaer, representada pelo extensionista Edson Benedito da Silva, e a Coopeveg. A atuação conjunta vem oferecendo assistência técnica, orientações sobre manejo e boas práticas agrícolas, fundamentais para o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade dos produtos.

Para o coordenador de Desenvolvimento Rural da SEMMADRS, Leandro Luiz da Silva, iniciativas como essa fortalecem o campo e contribuem diretamente para a segurança alimentar dos alunos da rede pública. “A agricultura familiar é um dos pilares do desenvolvimento sustentável de Várzea Grande. Quando o produtor tem apoio técnico e mercado garantido, todos ganham — o agricultor com renda, e as crianças com uma merenda mais nutritiva e de qualidade”, destacou Leandro.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, também ressaltou a importância do PNAE como política pública de valorização do pequeno produtor. “Esse é um exemplo de política que dá certo. O poder público cria as condições, o agricultor produz, e o resultado chega à mesa dos nossos alunos. É um ciclo de desenvolvimento que gera renda no campo, movimenta a economia e leva alimento saudável para nossas escolas”, afirmou o secretário.

A atuação integrada entre prefeitura, cooperativa e órgãos de assistência técnica reafirma o compromisso de Várzea Grande com o fortalecimento da agricultura familiar, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável no Município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.

“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.

Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.

Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.

“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.

A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.

“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.

“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.

Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.

Novidades na Saúde

Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.

Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.

Famílias como parte da construção

O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.

“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.

Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.

“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.

Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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