Várzea Grande
Articulação da prefeita Flávia Moretti garante R$ 20 milhões, ambulância e destrava investimentos para fortalecer a saúde de Várzea Grande
Várzea Grande
A articulação institucional da prefeita Flávia Moretti (PL) resultou na conquista de novos investimentos para a saúde pública de Várzea Grande. Na tarde desta terça-feira (30), o Município recebeu uma ambulância Tipo A e R$ 20 milhões em recursos destinados ao fortalecimento da rede municipal de saúde, viabilizados por meio de emenda de comissão articulada pelo senador Carlos Fávaro (PSD).
Durante a solenidade, a prefeita destacou as dificuldades enfrentadas pela rede municipal e defendeu a união entre os entes públicos em favor da população.
“Com saúde não se brinca. Eu sei das angústias de todos os prefeitos que me ligam pedindo vaga no meu pronto-socorro, em UTI e atendimento de urgência. Muitas vezes chegam ambulâncias e eu não tenho como liberá-las porque não há onde acomodar o paciente. Da mesma forma que me pedem ajuda, eu também peço. Peço ao governo federal, aos nossos deputados e à bancada que nos representa em Brasília, independentemente de bandeira política ou ideologia. O importante é cuidar da saúde do cidadão, salvar vidas e socorrer pessoas”, afirmou.
Dos R$ 20 milhões destinados ao Município, R$ 14.857.307,00 serão aplicados no custeio de procedimentos de Média e Alta Complexidade (MAC), garantindo consultas especializadas, exames de maior complexidade, cirurgias e internações hospitalares, além da manutenção de hospitais, prontos-socorros e centros de diagnóstico.
Outros R$ 5.142.693,00 serão destinados ao Piso da Atenção Primária à Saúde (APS), antigo Piso da Atenção Básica (PAB), para custear os serviços prestados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A ambulância entregue integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, do Novo PAC Saúde, do Ministério da Saúde. O veículo Tipo A é destinado ao transporte de pacientes estáveis, em remoções eletivas e sem risco de vida.
Várzea Grande como referência
Várzea Grande foi escolhida pelo governo federal para sediar a entrega de equipamentos destinados a quase 80 municípios mato-grossenses. Ao todo, os investimentos somam aproximadamente R$ 30 milhões.
Nesta etapa, Mato Grosso foi contemplado com 27 micro-ônibus, 26 vans, três ambulâncias Tipo A e 33 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). A cerimônia reuniu cerca de 300 pessoas na sede da Secretaria Municipal de Saúde.
Participaram do evento o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; o senador Carlos Fávaro; deputados, vereadores, prefeitos, secretários municipais de Saúde e representantes dos municípios contemplados.
Segundo Flávia Moretti, a conquista dos novos recursos demonstra que o diálogo institucional tem produzido resultados concretos.
“A saúde de Várzea Grande ainda enfrenta grandes desafios. Há cerca de 15 dias pedi socorro ao senador Carlos Fávaro e fomos prontamente atendidos com esse repasse de R$ 20 milhões. Nossa gestão está focada em articular políticas públicas e destravar recursos para Várzea Grande, e estamos obtendo resultados importantes”, destacou.
Obras destravadas
A prefeita lembrou que diversos projetos que estavam paralisados voltaram a avançar graças ao trabalho conjunto entre Município, governos estadual e federal e parlamentares.
Entre eles estão:
- Carreta da Saúde da Mulher – Várzea Grande foi o primeiro município de Mato Grosso a receber o atendimento itinerante, reduzindo a fila de exames ginecológicos. Durante mais de um mês, mulheres de Várzea Grande e Cuiabá realizaram consultas e exames como mamografias e ultrassonografias.
- Maternidade Municipal – A obra recebeu investimento total de R$ 103 milhões, sendo R$ 50 milhões destinados à construção e R$ 53 milhões para aquisição de equipamentos, por meio do Novo PAC Saúde.
- CAPS AD III – A unidade contará com investimento de R$ 3 milhões para construção da primeira sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, que funcionará 24 horas por dia.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, informou que o Município também recebeu recentemente mais de R$ 130 mil para retomada de obras paralisadas e destacou o avanço das construções do Centro Especializado em Reabilitação (CER II).
“Todas as obras financiadas com recursos federais contam com contrapartida do Município e são acompanhadas diariamente, inclusive por sistema de monitoramento 24 horas”, ressaltou.
Segundo a secretária, a equipe técnica mantém acompanhamento constante dos editais e prazos do Ministério da Saúde para ampliar a captação de recursos.
“O governo federal abre oportunidades para cadastramento de projetos e nossa equipe está sempre preparada para apresentar propostas. O resultado aparece na ampliação dos serviços e na entrega de novas unidades, como ocorreu com o CAPS AD III”, explicou.
Parceria acima das diferenças políticas
Ao encerrar o evento, Flávia Moretti agradeceu ao governo federal pela escolha de Várzea Grande como sede da maior entrega de equipamentos da saúde realizada em Mato Grosso.
“É uma honra receber prefeitos, secretários e representantes de todo o Estado. Vocês não imaginam a importância que essa escolha representa para Várzea Grande.”
O senador Carlos Fávaro ressaltou que a atual gestão municipal tem priorizado o diálogo institucional.
“O evento de hoje pode ser resumido em uma palavra: parceria. Ninguém faz nada sozinho. A prefeita Flávia governa com diálogo, sem olhar para diferenças ideológicas, e isso tem permitido que Várzea Grande conquiste investimentos e destrave obras importantes.”
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também elogiou a organização do evento e destacou o protagonismo do Município.
“Estamos fazendo política pública. A Carreta da Saúde, que teve Várzea Grande como sede em Mato Grosso, hoje está no Oiapoque, no extremo norte do Amapá. Obrigado a Várzea Grande pela acolhida e pela excelente organização.”
Galeria de Fotos (8 fotos)
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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