Várzea Grande

Ação preventiva evita alagamentos no bairro Alameda

Publicado em

Várzea Grande

Ação conjunta com serviços de limpeza e desobstrução de bocas de lobo, manutenção na rede de drenagem e retirada de entulhos das vias, garantiram o escoamento eficiente das águas, evitando transtornos, como os alagamentos

Durante a forte chuva registrada em boa parte da tarde e noite de ontem (23), o bairro Alameda não apresentou nenhum registro de alagamento ou invasão de água em residências. O resultado é fruto das ações preventivas realizadas pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio do trabalho conjunto entre a Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo e a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana.

As equipes realizaram recentemente serviços de limpeza e desobstrução de bocas de lobo, manutenção na rede de drenagem e retirada de entulhos das vias. Essas ações garantiram o escoamento eficiente da água, evitando transtornos, como alagamentos pelo bairro.

Além da drenagem, foi feito o nivelamento de ruas e melhorias pontuais na pavimentação, contribuindo para que a água da chuva não se acumulasse nas vias nem comprometesse o tráfego de veículos e pedestres.

Mesmo com ações emergenciais nesses primeiros seis meses de gestão, a prefeitura busca solução definitiva para a região, que sofre com alagamentos em vários pontos do Grande Cristo Rei, especialmente Construmat, Carrapicho e Alameda.

No final de abril, logo após o último registro de enchente no Alamenda, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), se reuniu com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira. Durante a reunião, a prefeita destacou que a drenagem da Avenida da FEB tem como destino final justamente a região do bairro Alameda, o que compromete ainda mais a estrutura da região, um problema estrutural e antigo, que nunca foi levado a sério pelas gestões anteriores. “Temos um problema sério nos bairros Construmat e Alameda de alagamentos por absorção saturada, e esse fato deve se repetir, pois parte da drenagem da Avenida da FEB desemboca na região. Precisamos instalar aduelas de concreto com urgência”, afirmou Flávia.

O bairro Alameda é uma das áreas que já sofreu com alagamentos e acúmulo de água. Desta vez, no entanto, graças à atuação antecipada das secretarias envolvidas, os moradores puderam enfrentar o temporal com tranquilidade. Ontem, por exemplo, mesmo com os córregos da Manga e da FEB cheios, as ações pontuais já realizadas pelo Município, possibilitaram a vazão das águas sem transtornos à população local.

A Prefeitura segue monitorando as regiões mais sensíveis do Município e reforçando as ações de prevenção, com o objetivo de minimizar os impactos causados pelas chuvas e garantir a segurança da população várzea-grandense.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

Publicados

em

Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA