Cuiabá

Bem-Estar Animal checa denúncia de maus-tratos em Cuiabá

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Cuiabá

A Diretoria de Bem-Estar Animal (BEA) foi surpreendida ao checar uma denúncia de maus-tratos na manhã desta sexta-feira (04), na região do Coxipó da Ponte. A informação protocolada também chegou a ser divulgada na internet, envolvendo pessoas em situação de rua que estariam com uma cadela e filhotes na praça da região.

Com apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP) e da Secretaria Municipal de Segurança Pública, a equipe da BEA, liderada pela diretora Morgana Thereza Ens, verificou que o caso era bem diferente da denúncia, pois os animais estavam muito bem cuidados e saudáveis.

“Fomos checar se de fato havia a possibilidade de maus-tratos e, para nossa surpresa, encontramos um casal de pessoas em situação de rua com a fêmea e nove filhotes com poucos dias de vida. As equipes, em conjunto, averiguaram e constatamos que não está havendo maus-tratos. Pelo contrário, eles estão sendo muito bem cuidados, com o apoio inclusive de doações de vacina e ração”, frisou a diretora da Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens.

Segundo Morgana, é função da Prefeitura, por meio da BEA, constatar, averiguar e declarar o apoio. “Visamos dar um suporte mais digno para que esses tutores continuem fazendo o trabalho deles. Também quero desmistificar essa denúncia, que acaba se espalhando muito rapidamente na internet, de que, nesse caso, os animais estão muito bem acolhidos por seus tutores”, disse.

Ana Selmy dos Santos Silva, médica veterinária que também integra a equipe da BEA, acompanhou a ação, contribuindo na observação dos animais quanto à necessidade de atendimento ou algum tipo de suporte. Ela considerou apenas ser prudente a castração do cão e da fêmea, e falou sobre a saúde dos filhotes. “Orientamos sobre os vermífugos e, se precisarem de ajuda, podem levar os filhotes para um evento de adoção. Mas o principal é que essa fêmea não procrie novamente. Mesmo se tivermos que levar esses animais e depois devolver, a gente organiza. Os tutores são eles. Apesar de estarem em situação de rua, isso não significa que não possam ter um animal”, explicou Ana Selmy.

Os tutores em questão são Elson Nunes Araújo e Tatiane Gláucia da Silva. Eles têm o hábito de circular pela região da ponte do Coxipó, inclusive indo para debaixo da ponte de ferro (inativa) ao lado da ponte do Coxipó.

A Bem-Estar Animal reforça a importância do uso dos canais oficiais para denúncias, sendo WhatsApp (65) 99207-4318 ou 0800-647-7755, para garantir que os casos recebam a atenção e o encaminhamento corretos.

CARTÃO DE VACINA

Segundo Elson, seis dos nove filhotes já têm donos. “Mas eu ainda não posso entregar porque eles não abriram os olhos e ainda estão mamando. Então, tem que esperar”, declarou.

No caso da fêmea adulta e do cão, além de esbanjarem saúde, são tratados com ração que o casal consegue por meio de doações, e possuem cartão de vacinação e cuidados veterinários, também obtidos com apoio voluntário. Segundo Elson, a fêmea tem cerca de 10 anos e esta é a terceira vez que reproduz.

#PraCegoVer

A foto mostra a diretora da Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, com um dos fithotinhos nas mãos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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