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Lençois Maranhenses: Barreirinhas realiza festival de jazz e blues

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A cidade de Barreirinhas, terra que abriga o paraíso ambiental do Parque Nacional Lençóis Maranhenses, realiza mais uma vez o seu tradicional Lençóis Jazz e Blues Festival. Essa é a 17ª edição do evento, que terá cinco dias de programação.

Antes de chegar a Barreirinhas – que terá programação no fim de semana -, os artistas convidados para o festival aportam em São Luís, capital do estado, com shows nesta quarta (28) e quinta-feira.

As apresentações são gratuitas e vão acontecer a partir de 19h, no centenário Convento das Mercês, localizado no Centro Histórico. O espaço também vai receber a Feira Criativa, formada por empreendedores maranhenses, e a Feira do Vinil, além de stands voltados para a gastronomia. 

Estarão presentes músicos, cantores e DJs, entre eles Djalma Chaves e Nosly, com o Show Andarilho Parador; Regiane Araújo e Seu Garrê, com canções autorais e releituras de ícones como Elza Soares, Aretha Franklin e Gal Costa; e o talentoso músico francês Benoit Crauste, do Upaon Jazz Quinteto, do Maranhão. Pelas redes sociais ele reforça o convite para o público

“O Upaon Jazz nasceu aqui em São Luís, do encontro com maravilhosos músicos da cena daqui. E eu estou muito emocionado e feliz em fazer esse convite, porque a primeira vez em que eu pisei nessa terra do Maranhão, eu tinha 8 anos de idade. Eu nunca imaginava que 35 anos depois ia ter uma troca tão intensa com a cultura maranhense e com os músicos daqui. Então, vai ser uma forma de homenagear e de agradecer por tudo que essa terra do Maranhão e do Brasil me deu”. 

Já o cantor Hugo Rafael conta que fará uma homenagem a uma referência do blues e do jazz mundial.

“Nós vamos homenagear o grande mestre Ray Charles. Eu, Hugo Rafael, Ari Borger, no piano, Humberto Zigler na bateria e Marcos klis no baixo”.    

Quem também presta homenagem musical cheia de afeto durante o festival é a cantora mineira Laura Catarina. 

“Estarei pela primeira vez aí em São Luís apresentando meu show de homenagem, neste ano em que marcam 10 anos de saudade do meu pai, Vander Lee. Apresentarei o meu show no Convento das Mercês. Meu encontro com vocês e com essa obra maravilhosa do meu pai, Vander Lee”.

Programação em Barreirinhas

No sábado, os shows passarão a ocorrer na Beira Rio, em Barreirinhas. Entre os destaques que se apresentarão pela cidade, conhecida como porta de entrada dos Lençóis Maranhenses, estão:

Carlos Malta, que celebra 50 anos de carreira com o espetáculo O Escultor de Vento;

  • Will Santt, com homenagem a Tom Jobim;
  • Trio Madeira Brasil;
  • Banda Blues Beatles, com seu repertório aborda as canções do grupo de Liverpool com arranjos de blues
  • Flávia Bittencourt, com seu show Origens, que faz um passeio pelas raízes do cancioneiro nordestino.

Detalhes sobre o evento estão disponíveis no Instagram do evento.

 

*Com sonoplastia de Jailton Sodré




Fonte: EBC Cultura

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Museu Nacional reúne povos quilombolas no esforço de reconstrução

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta e quinta-feira (28 e 29), o evento “Diálogos da Reconstrução”, um debate com diferentes povos para a escolha de modos de transmitir seus conhecimentos dentro da instituição.

A ideia é que os grupos participantes integrem o processo de reconstrução do espaço, fechado desde 2018 devido a um incêndio de grandes proporções, tendo seus saberes, práticas e narrativas valorizados e difundidos.

Nesta terceira edição do Diálogos, o foco são as comunidades quilombolas, para abordar a preservação da memória, a produção cultural e a transmissão dos saberes desses grupos.

Um dos destaques da programação é a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete à instituição. A ialorixá e líder comunitária, assassinada em 2023, tornou-se referência na luta por direitos dos povos quilombolas.

A historiadora do Museu Nacional, Michele de Barcelos Agostinho, destaca a importância de incluir os diferentes povos brasileiros na reconstrução do Museu.

“O Museu Nacional é o museu mais antigo da América Latina, sofreu um grande incêndio em 2018. A gente está nesse processo de reconstrução  e a gente quer um museu que seja plural, polifônico, diverso, democrático, então ter a participação desses grupos para nós é fundamental”.

A especialista acrescenta que a sociedade brasileira precisa conhecer mais a cultura quilombola.

“Quando se fala em quilombo, normalmente se pensa em Palmares. Grande parte da sociedade desconhece o número de comunidades remanescentes quilombolas que nós temos, inclusive aqui no Rio de Janeiro, passa de 50. Então, as pessoas precisam de fato conhecer esses territórios, e não só conhecer o território, mas entender as lutas e os desafios que os grupos que ali vivem enfrentam”.

Esta é a terceira edição do Diálogos em Reconstrução, que conta com parceria da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro e a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas.

 


Fonte: EBC Cultura

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