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Corrida Marajá reúne 2 mil participantes e fortalece parceria com a Prefeitura de Várzea Grande

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A 4ª Corrida da Marajá – Edição Infinity Energy Drink movimentou Várzea Grande na manhã deste domingo (23), reunindo cerca de 2 mil participantes em um percurso de seis quilômetros. A prova teve largada às 6h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, e contou com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, que disponibilizou serviços públicos necessários para garantir organização e segurança durante o evento. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, também prestigiou a programação.

A iniciativa marcou os 63 anos de fundação da Marajá e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, famílias, crianças e participantes da modalidade PCD, promovendo uma manhã de esporte, saúde, inclusão e qualidade de vida. A corrida, que começou como uma comemoração pelos 60 anos da empresa, chega à quarta edição após conquistar a participação e o incentivo do público.

Para a diretora da fábrica de Refrigerantes Marajá, Ulana Bruehmueller, a corrida se tornou uma forma especial de celebrar a história da empresa junto à população. “Hoje é um dia muito especial, são 63 anos da indústria Marajá. Quando a Marajá fez 60 anos, nós resolvemos comemorar com a primeira corrida. Era para ser a corrida dos 60, mas a turma gostou tanto e começou a pedir que já estamos na quarta edição. É uma comemoração ímpar. Olha a quantidade de pessoas desde 5h30 da manhã e uma energia muito gostosa. É a energia que a Marajá tem”, destacou. Ela também agradeceu à Prefeitura pelo apoio na estrutura dos serviços públicos, que contribuiu para a realização segura e tranquila da prova.

Entre os participantes esteve o atleta Wendell Jerônimo de Souza, de 34 anos, natural de Pontes e Lacerda, que completou os seis quilômetros em aproximadamente 17 minutos. Segundo ele, o resultado foi resultado de estratégia e experiência. “É uma prova muito rápida, mas ao mesmo tempo tem algumas dificuldades. Usei a estratégia para não sair muito forte no início. Depois aproveitei as partes mais rápidas para me favorecer e, graças a Deus, deu certo”, contou.

A inclusão também foi destaque na competição. O atleta PCD Daniel Nascimento, de 31 anos, participa de corridas de rua desde 2018 e encontrou no esporte uma forma de cuidar da saúde, da autoestima e da qualidade de vida. “É uma alegria estar participando. Quando vim parar na cadeira de rodas, procurei uma forma de manter minha saúde e minha qualidade de vida e encontrei isso na corrida de rua e no basquete em cadeira de rodas. Também incentivo minha família, meus amigos e outras pessoas a buscarem uma qualidade de vida melhor”, afirmou.

O secretário Ricardo Amorim destacou a importância da parceria entre o poder público e empresas tradicionais que contribuem para o desenvolvimento e a promoção de atividades em Várzea Grande. “A Marajá é uma empresa tradicional aqui de Várzea Grande. Quando você junta essa história com uma corrida, envolvendo saúde e sustentabilidade, tem tudo a ver com o meio ambiente. A Marajá é uma parceira e uma fomentadora do município. Ela traz pessoas de várias regiões para conhecer Várzea Grande”, afirmou.

O secretário também ressaltou o caráter democrático da prova. “Você percebe que na corrida tem jovem, idoso, criança, o pessoal PCD. É todo mundo unido em um só objetivo: correr pela saúde”, completou.

A corrida também mobilizou grupos de atletas de diferentes regiões. O treinador Aureo Veleda levou cerca de 60 integrantes de sua academia, localizada no bairro Pedra 90, para participar da prova. Há seis anos envolvido com corridas de rua na região metropolitana, ele conta que o grupo cresceu a partir da participação coletiva nas competições. “Começamos a correr em equipe e fomos animando a galera. Hoje viemos em peso para prestigiar o evento da Marajá. Viemos de ônibus, de carro, cada um da forma que conseguiu, mas todo mundo junto”, relatou.

A 4ª Corrida da Marajá contou ainda com a participação de empresas e parceiros da região, entre eles Fiemt/SESI, Açaí Movido, Açúcar Itamari, Urbano, Selavi Nutrition, Rodrigo Costa Assessoria Esportiva e Café 3 Corações.

Com apoio da Prefeitura de Várzea Grande e participação de atletas, famílias e empresas, a corrida reforçou a importância da parceria entre o poder público e a iniciativa privada na realização de eventos que movimentam a cidade, promovem saúde e qualidade de vida e valorizam empresas que fazem parte da história de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.

“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.

Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.

Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.

“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.

A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.

“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.

“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.

Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.

Novidades na Saúde

Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.

Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.

Famílias como parte da construção

O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.

“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.

Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.

“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.

Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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