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Começa hoje Festival de Cinema Guarnicê no Maranhão

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Começa nesta quinta-feira (20), no Maranhão, um dos festivais de cinema mais antigos do país.

A capital do estado, São Luís, será palco mais uma vez do Festival de Cinema Guarnicê, que chega à sua edição número 49. 

A programação, que segue até o dia 26 de agosto, vai se concentrar no Cinépolis São Luís Shopping e no Cine Sesc Deodoro, além de ações em espaços de educação e acessibilidade da cidade.

A cerimônia de abertura acontecerá, logo mais, às 19h, no Cinépolis, com a celebração da carreira de dois dos homenageados dessa edição, os atores Rômulo Estrela, nascido no Maranhão, e a paraibana Marcélia Cartaxo. Em seguida, será exibido o filme “Resta Um”, dirigido por Fernando Ceylão. 

Outro destaque da programação acontece na sexta-feira, a partir das 20h, também no Cinépolis, com uma sessão especial dedicada ao cineasta maranhense Frederico Machado, terceira personalidade homenageada pelo Guarnicê. 

Haverá a exibição de “Terra Devastada”, dirigido por ele. Machado atua em várias frentes do cinema brasileiro, como diretor, roteirista, produtor e exibidor; já ganhou mais de 100 prêmios internacionais e nacionais; como distribuidor, fez circular mais de 300 filmes internacionais e nacionais no mercado brasileiro. Ele também comanda iniciativas como a Lume Filmes, a Escola Lume de Cinema e o Cine Lume.

A programação deste ano, que pode ser acessada na página guarnice49.ufma.br, contará com mostras competitivas de videoclipes, curtas-metragens e longas-metragens nacionais e maranhenses, além de oficinas, o Seminário Ciência Cine Guarnicê, debates, ações formativas, a Mostra de Jogos Digitais, dentre outras atividades.

Já o Cine Sesc Deodoro recebe entre os dias 21 e 26 de agosto, as sessões da Mostra Universitária, Guarnicêzinho, Mostra Jovem, Cinema Não Tem Idade, Sessão Especial Geniparana/TV UFMA e Cinema no Intervalo.

Criado em 1977 pela Universidade Federal do Maranhão, o Festival Guarnicê de Cinema é o quarto evento do gênero mais antigo do Brasil em atividade.


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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