Várzea Grande
Cultura leva fantasia e diversão às crianças do CMEI Gervado Bueno em tarde especial de lazer
Várzea Grande
Nesta sexta-feira (7), as crianças do CMEI Gervado Bueno de Barros viveram uma tarde especial de lazer, cultura e diversão. A ação foi promovida pela Superintendência de Cultura de Várzea Grande, por meio da superintendente Luh Arruda e sua equipe técnica, que levaram atividades recreativas, música, dança, brincadeiras e personagens infantis para dentro da unidade escolar.
A iniciativa teve como objetivo proporcionar um momento de alegria, imaginação e integração aos alunos, aproximando a cultura do cotidiano das crianças e fortalecendo o ambiente escolar como espaço de acolhimento e desenvolvimento.
Segundo a superintendente Luh Arruda, a proposta é levar experiências culturais para dentro das escolas e manter viva a fantasia da infância.
“Queríamos trazer uma tarde artística e cultural para as crianças, com brincadeiras e personagens que fazem parte do universo delas. Muitas vezes, elas conhecem esses personagens apenas pelos desenhos, então trazer um pouco dessa fantasia para perto delas também é realizar um sonho. É uma forma de levar cultura para dentro das escolas e aproximar ainda mais a comunidade das ações culturais do município”, destacou.
Luh Arruda também contou que foi recebida com muito carinho pelos alunos. “A recepção foi maravilhosa, com abraços, beijos e muita brincadeira. A energia das crianças é contagiante. Já realizamos ações culturais em datas comemorativas e em comunidades, mas esta é a primeira vez que fazemos uma atividade desse tipo dentro de uma escola, e a intenção é continuar levando essas experiências para outras unidades”, afirmou.
A diretora da unidade, Marli de Jesus Arruda, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento das crianças e agradeceu a parceria com a gestão municipal.
“Hoje recebemos a visita da nossa superintendente de Cultura, que veio trazer alegria para as crianças. Foi maravilhoso. As crianças dançaram, brincaram, curtiram muito e nós também. Foi uma tarde prazerosa”, disse.
Ela destacou ainda que momentos como esse contribuem diretamente para o aprendizado infantil.
“A música, a dança e a expressão fazem parte do desenvolvimento motor e global da criança. Ter a disposição da gestão em realizar esse tipo de trabalho com nossas crianças é uma iniciativa muito importante”, completou.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, também ressaltou o valor de ações integradas entre cultura e educação.
“Momentos como esse fortalecem o vínculo das crianças com a escola, estimulam a criatividade e tornam o ambiente escolar ainda mais acolhedor. A gestão municipal tem trabalhado em parceria entre as áreas da Educação e da Cultura para proporcionar experiências positivas, afetivas e enriquecedoras para nossas crianças”, afirmou.
A tarde de lazer no CMEI Gervado Bueno de Barros integra as ações da gestão municipal voltadas à valorização da infância e ao desenvolvimento integral dos alunos, reforçando o compromisso de levar cultura, arte e bem-estar para dentro das escolas da rede municipal de Várzea Grande.
A Superintendência de Cultura informou que instituições e comunidades interessadas em receber atividades recreativas e artísticas podem encaminhar solicitação pelo e-mail [email protected]
Galeria de Fotos (7 fotos)
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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