Várzea Grande

Projeto Sempre Sorrindo transforma o Pronto-Socorro de Várzea Grande com alegria, acolhimento e esperança

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Muito além do atendimento médico, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) tem fortalecido ações que promovem a humanização do cuidado. Entre elas está o projeto Sempre Sorrindo, desenvolvido pela palhaça Fusila e sua equipe de voluntários, que, duas vezes por mês, percorre os corredores da unidade levando música, brincadeiras, carinho e sorrisos a pacientes, familiares e colaboradores.

A iniciativa transforma o ambiente hospitalar em um espaço mais acolhedor, proporcionando momentos de leveza para quem enfrenta o desafio da internação ou acompanha um ente querido. Com sensibilidade e respeito, os integrantes do projeto utilizam a arte da palhaçaria para aliviar a tensão, despertar emoções positivas e fortalecer os vínculos humanos.

A assistente social Cristiany Gonçalves destaca que ações como essa contribuem significativamente para o bem-estar emocional de todos que passam pela unidade.

“O hospital é um ambiente que, naturalmente, desperta ansiedade, medo e preocupação. Quando recebemos um projeto como o Sempre Sorrindo, percebemos a diferença no semblante das pessoas. Um sorriso, uma música ou uma brincadeira podem transformar o dia de um paciente, confortar familiares e até renovar as energias dos nossos profissionais. Humanizar também é cuidar das emoções.”

Idealizadora do projeto, a palhaça Fusila explica que a missão do grupo é levar esperança por meio da alegria.

“A palhaçaria dentro do hospital tem um poder muito especial. Nós não chegamos apenas para fazer rir, mas para criar conexões, oferecer afeto e lembrar que, mesmo diante das dificuldades, ainda existe espaço para a esperança. Cada sorriso que recebemos é um presente e nos motiva a continuar esse trabalho de amor ao próximo.”

Para a subsecretária de Atenção Terciária da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Ângela Sabóia, iniciativas como o Sempre Sorrindo reforçam o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais humanizada.

“Cuidar da saúde vai além dos procedimentos clínicos. Também significa acolher, oferecer conforto e promover um ambiente mais leve para pacientes, acompanhantes e servidores. O projeto faz a diferença na rotina do nosso pronto-socorro. Somos muito gratos por essa dedicação voluntária e por todo o carinho que levam às pessoas atendidas na unidade.”

Com visitas realizadas quinzenalmente, o projeto Sempre Sorrindo já faz parte da rotina do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, reafirmando que pequenos gestos de carinho, solidariedade e empatia têm o poder de transformar ambientes e tornar o cuidado ainda mais humano.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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