Cultura
Cidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
Cultura
A cidade de Pesqueira, abre a partir desta sexta-feira a terceira edição do Festival Pernambuco Meu País, que vai percorrer vários municípios do estado.

O Festival é um evento multicultural itinerante e gratuito que leva shows, teatro, dança, circo, literatura, artesanato e oficinas para a população pernambucana. Este ano a circulação percorrerá oito municípios até o dia 30 de agosto.
Em Pesqueira, localizada no Agreste do estado, mais de dez polos, com diferentes iniciativas, movimentarão a cidade até o próximo domingo como técnicas de Artesanato, oficinas literárias, exposições, vivência de danças populares e feira de economia criativa.
O Polo em frente a Prefeitura da cidade receberá apresentações ao longo destes três dias, sempre a partir das 15h. No Polo País das Brincadeiras, na Praça da Rosa, serão encenados 13 espetáculos infantis, começando a partir das 14h.
Outro destaque da programação para esta sexta será o Cortejo de Brincantes, com concentração a partir das 16h, na Praça Comendador Didier, no Bairro Pitanga, e terá a participação de vários grupos e coletivos culturais, entre eles, Bloco Carnavalesco e Cultural Caiporas de Pesqueiras, Boi Cara Branca de Limoeiro, Cia Frevart, Cortejo Camarão dos Bonecos Mirins de Olinda e o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu.
O segmento com os shows musicais será no Pátio de Eventos, localizado em frente à Catedral de Santa Águeda. Nesta sexta-feira, a partir das sete e meia da noite, a programação abre com o espetáculo “Pernambuco Meu País”, seguido dos shows de Joice Alane, Waldonys, Dorgival Dantas e Tarcísio do Acordeon. Durante o final de semana passarão pelo palco, Banda Ave Sangria, Paulo Miklos, Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, Marrom Brasileiro convida Nonô Germano, o baiano Léo Santana, entre outros.
No Instagram @festivalpernambucomeupais é possível acessar os detalhes da programação. Após Pesqueira, as cidades de Salgueiro, Gravatá, Arcoverde, Bezerros, Serra Negra, Buíque e Caruaru são os próximos destinos do Festival.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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