Várzea Grande
Várzea Grande ultrapassa 55 mil refeições diárias e fortalece alimentação escolar com qualidade e incentivo à agricultura familiar
Várzea Grande
Garantir uma alimentação saudável, nutritiva e de qualidade aos estudantes da rede municipal é uma das prioridades da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL). Mais do que servir refeições, o Município investe diariamente em um trabalho técnico e planejado que contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e social dos alunos.
Atualmente, a alimentação escolar beneficia 33.831 estudantes, distribuídos em 111 unidades escolares, onde são servidas, em média, 55.470 refeições por dia. Ao longo de um mês, esse número ultrapassa 1.109.400 refeições, preparadas com alimentos selecionados, cardápios balanceados e acompanhamento permanente da equipe de nutricionistas da rede.
Os números demonstram a dimensão do serviço prestado pela Secretaria. Mensalmente, são utilizados aproximadamente 76 toneladas de carne bovina, 15,6 toneladas de carne de frango, 10 toneladas de carne suína, 5,4 toneladas de peixe, além de 7.440 dúzias de ovos, grandes quantidades de arroz, feijão e óleo de soja, garantindo variedade nutricional e refeições adequadas às necessidades de cada faixa etária.
Outro diferencial da rede municipal é o fortalecimento da agricultura familiar. Atualmente, 45% dos recursos destinados à alimentação escolar são aplicados na aquisição de produtos de agricultores familiares, índice superior ao mínimo de 30% exigido pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Em média, 22 produtores fornecem alimentos para as escolas municipais, promovendo uma alimentação mais fresca e saudável e, ao mesmo tempo, incentivando a economia local.
Além da qualidade dos alimentos, a SMECEL desenvolve ações permanentes de educação alimentar e nutricional, estimulando hábitos saudáveis entre os estudantes. Os cardápios são elaborados por nutricionistas, priorizam alimentos in natura e contemplam atendimento específico para alunos com necessidades alimentares especiais, assegurando inclusão e segurança alimentar.
Para o superintendente Operacional Escolar (Merenda e Transporte), Nelson Curado, a alimentação escolar é resultado de um trabalho integrado que envolve planejamento, logística e compromisso com a qualidade.
“A alimentação escolar vai muito além da preparação das refeições. Existe um planejamento cuidadoso desde a aquisição dos alimentos até a distribuição nas unidades escolares. Nossa equipe acompanha todo esse processo para garantir produtos de qualidade, cardápios equilibrados e segurança alimentar aos estudantes. Também temos orgulho de fortalecer a agricultura familiar, valorizando os produtores locais e oferecendo alimentos frescos para nossas crianças.”
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, destaca que a alimentação escolar é uma política pública essencial para o desenvolvimento dos estudantes e um dos compromissos da gestão da prefeita Flávia Moretti.
“Cuidar da alimentação dos nossos estudantes é cuidar da aprendizagem, da saúde e do futuro de cada criança. Temos uma equipe técnica comprometida, nutricionistas que elaboram cardápios equilibrados e profissionais que trabalham diariamente para garantir refeições de qualidade em todas as unidades da rede. Além disso, fortalecemos a agricultura familiar, valorizando nossos produtores e levando alimentos mais saudáveis às escolas. Esse é um investimento que gera resultados na educação, na saúde e na qualidade de vida dos nossos alunos.”
Com investimentos contínuos, planejamento técnico e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, a Prefeitura de Várzea Grande segue fortalecendo a alimentação escolar como uma das principais políticas de apoio ao ensino, garantindo refeições de qualidade, incentivando hábitos alimentares saudáveis e contribuindo para que milhares de estudantes tenham melhores condições de aprendizagem e desenvolvimento.
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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