Várzea Grande
Agricultura familiar é fortalecida com entrega de novos equipamentos para 41 famílias
Várzea Grande
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável realizou o transporte e a entrega de uma enxada rotativa e de um encanteirador que beneficiarão 41 famílias da agricultura familiar da comunidade Dorcelina Folador.
Os equipamentos vão reforçar o preparo do solo, tornando o trabalho no campo mais ágil e eficiente. A enxada rotativa é utilizada para revolver e preparar a terra para o plantio, enquanto o encanteirador forma canteiros de maneira uniforme, facilitando o cultivo de hortaliças e outras culturas. Com isso, reduz o esforço manual e contribui para o aumento da produtividade.
O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro Silva, destaca que os investimentos fortalecem a agricultura familiar e garantem melhores condições de trabalho aos produtores.
“Esses equipamentos representam mais eficiência no preparo das áreas de cultivo, redução de custos e aumento da produtividade. É um investimento que chega diretamente às famílias e contribui para o fortalecimento da produção rural”, afirmou.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressalta que a conquista é resultado da busca constante por parcerias.
“Nosso compromisso é buscar recursos, equipamentos e insumos que fortaleçam a agricultura familiar. Além disso, mantemos um trabalho contínuo de acompanhamento técnico, em parceria com a Empaer e com os técnicos da Secretaria, oferecendo assistência, capacitações e incentivo à implantação de novas culturas e investimentos para garantir uma produção cada vez mais forte e sustentável”, destacou.
O secretário reforça que o apoio ao produtor rural vai além da entrega de equipamentos, abrangendo assistência técnica, cursos de capacitação, incentivo à diversificação da produção e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável das propriedades rurais.
Galeria de Fotos (3 fotos)
Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
-
Cultura8 horas atrásPalmas aprova sessões de cinema adaptadas para jovens com TEA
-
Cultura9 horas atrásMais de 900 instituições participam da Primavera dos Museus
-
Entretenimento11 horas atrásAna Maria Braga mostra recomeço de rendas-portuguesas após poda: ‘Bom ver’
-
Entretenimento9 horas atrásGiovanna Antonelli curte dia em praia na Espanha ao lado de amigas famosas
-
Entretenimento11 horas atrásDeborah Secco curte Rock in Rio com a filha e registra momentos na Cidade do Rock
-
Entretenimento7 horas atrásTiciane Pinheiro prestigia lançamento de livro da mãe no Rio: ‘Vovó de Ipanema’
-
Entretenimento5 horas atrásAna Hickmann e Edu Guedes prestigiam gastronomia italiana durante lua de mel
-
Cultura4 horas atrásNo ano em que faria 60, Chico Science ganha megamural no Recife
