Várzea Grande
Flávia Moretti lança recapeamento e assegura mais de R$ 15 milhões em investimentos para bairros de Várzea Grande
Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lançou, na manhã desta quinta-feira (09.07), em parceria com o Governo de Mato Grosso, as obras de recapeamento asfáltico nos bairros Costa Verde, Parque do Lago, Chapéu do Sol e Marajoara.
Conforme a prefeita, o investimento total é de R$ 15.116.196,21 (quinze milhões, cento e dezesseis mil, cento e noventa e seis reais e vinte e um centavos), por meio de convênio firmado entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Governo do Estado.
“Desde o ano passado temos realizado diversas ações de tapa-buracos. Neste ano, lançamos o programa Acelera VG Tapa-Buracos e, agora, em parceria com o Governo de Mato Grosso, iniciamos essa grande ação de recapeamento em quatro importantes regiões do município. Fico muito feliz com essa parceria, que contribui para o desenvolvimento de Várzea Grande”, destacou a prefeita Flávia Moretti.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Marcelo Oliveira, ressaltou que Várzea Grande vem sendo contemplada com importantes investimentos do Governo do Estado.
“O atual Governo de Mato Grosso tem uma atuação municipalista. Esse recapeamento atende a um pedido da prefeita Flávia ao governador Otaviano Pivetta. Além disso, Várzea Grande também está recebendo investimentos como o novo Hospital e Pronto-Socorro. É um governo que trata os municípios com respeito e investe na melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.
O secretário municipal de Viação, Obras e Urbanismo, Celso Pereira, informou que 15 vias serão contempladas com o novo pavimento.
“A intervenção vai renovar completamente o asfalto das ruas e avenidas contempladas, proporcionando mais segurança, conforto e fluidez ao trânsito para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Esses projetos foram protocolados ainda no ano passado e, felizmente, os recursos estaduais começaram a ser liberados”, explicou.
A líder comunitária dos bairros Nova Ipê, Nova Esperança e Chapéu do Sol, Elen Regina, agradeceu à Prefeitura e ao Governo do Estado pela iniciativa.
“Essas obras são muito importantes para nossa comunidade. Em nome dos moradores do Chapéu do Sol, agradeço à prefeita Flávia Moretti e ao governador por esse investimento, que vai melhorar a qualidade de vida de todos”, afirmou.
As vias contempladas são:
- Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes;
- Rua Benedito Curvo;
- Rua Francisco Alves;
- Rua Jacob Badolm;
- Rua Elvira Monteiro;
- Avenida Tricolor;
- Rua São Gonçalo;
- Avenida Um;
- Avenida Tiradentes;
- Avenida A;
- Rua das Margaridas;
- Rua Tenente Souza Marques;
- Rua Doutor Paulo dos Santos;
- Rua Doutor Miranda Ribeiro;
- Rua Tenente J. Cunha Pires.
Galeria de Fotos (18 fotos)
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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