Várzea Grande
Várzea Grande busca ampliar oportunidades em agenda técnica do Ministério do Turismo
Várzea Grande
Várzea Grande marcou presença, nesta terça-feira (7), no atendimento técnico promovido pelo Ministério do Turismo (MTur), em Cuiabá, voltado à qualificação de gestores públicos, empreendedores e profissionais do setor. A participação do município reforça a estratégia de manter o turismo local alinhado às políticas nacionais e ampliar oportunidades de desenvolvimento econômico.
Representando o município, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Edu Sá, destaca que a presença de Várzea Grande no evento é fundamental para assegurar que o município continue inserido entre os destinos estratégicos do país.
“É fundamental que Várzea Grande permaneça estrategicamente alinhada às políticas nacionais de turismo para fortalecer seu desenvolvimento e sua posição no Mapa do Turismo Brasileiro. Estar próximo do Ministério do Turismo nos permite acompanhar as diretrizes nacionais e transformar em ações concretas para fortalecer o turismo local, atrair investimentos e gerar novas oportunidades para o município”, afirmou.
O encontro, realizado no Paiaguás Palace Hotel, segue até esta quarta-feira (8) e reúne representantes de municípios de todo o Estado. A programação conta com a participação do ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, da coordenadora geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo, Ana Carla Fernandes, e do secretário adjunto de Estado de Turismo, Luis Carlos Nigro.
Durante a programação, os participantes recebem orientações sobre ferramentas consideradas estratégicas para o fortalecimento do setor, como o Cadastur, o Fungetur e o Mapa do Turismo Brasileiro.
O Cadastur é o cadastro oficial do Ministério do Turismo destinado à formalização de empresas e profissionais do setor. O registro é obrigatório para meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos, guias de turismo e acampamentos turísticos.
O Fungetur disponibiliza linhas oficiais de financiamento para empresas investirem em infraestrutura, reformas, ampliação, modernização e capital de giro, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo.
Outro tema central é o Mapa do Turismo Brasileiro, instrumento que orienta as políticas públicas e define os municípios prioritários para investimentos e ações do Governo Federal. Atualmente, Mato Grosso possui 61 municípios inseridos no Mapa do Turismo, distribuídos em 15 regiões turísticas.
“Para Várzea Grande, integrante da Instância de Governança Regional Metropolitana, permanecer no Mapa representa a continuidade do acesso a programas, recursos e ações voltadas ao fortalecimento da atividade turística”, pontua Edu Sá.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, ressalta que a atualização constante das equipes técnicas é indispensável para ampliar a competitividade do município.
“Participar desse atendimento técnico significa preparar Várzea Grande para aproveitar todas as oportunidades oferecidas pelo Ministério do Turismo. Além de fortalecer a gestão pública, esse conhecimento chega aos empresários, que passam a ter acesso a linhas de crédito, programas de qualificação e instrumentos que impulsionam o desenvolvimento do turismo local”, destacou.
Além das palestras técnicas, empresários e representantes municipais participam de atendimentos individualizados promovidos pelo Sebrae, Fungetur, Cadastur e Desenvolve MT. A iniciativa permite esclarecer dúvidas sobre financiamentos, regularização de empreendimentos e critérios exigidos para a permanência dos municípios no Mapa do Turismo Brasileiro.
Segundo Edu Sá, a participação do setor produtivo de Várzea Grande é um dos pontos mais importantes da agenda.
“A presença dos empresários é essencial. Quanto mais preparados estiverem, maiores serão as oportunidades de acesso às políticas públicas, aos financiamentos e aos programas de incentivo. O fortalecimento do turismo depende dessa união entre poder público e iniciativa privada”, concluiu.
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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