Cultura
Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão tem inscrições abertas
Cultura
O prazo para submissão de inscrições de artistas, grupos e coletivos negros de todas as regiões do país para o primeiro Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão termina no dia 9 de julho. O evento ocorrerá entre os dias 13 e 17 de outubro, em São Luís e região metropolitana. O formulário de inscrições está disponível no Instagram @festivaldeartescenicaspretama. A expectativa inicial é aprovar 15 propostas artísticas.

Poderão ser selecionados espetáculos de teatro, de dança, cenas curtas e performances – nas categorias adulto, infantil e monólogo – compostos por grupos, coletivos e companhias com liderança negra, artistas solo, coletivos quilombolas e núcleos independentes de artes cênicas com liderança e composição majoritariamente negra. A programação também contará com atividades formativas gratuitas.
O resultado será divulgado até 17 de agosto, nas redes oficiais do festival.
Segundo a organização, os trabalhos podem ter temáticas e formas livres, desde que dialoguem com estéticas negras contemporâneas ou com experiências ligadas a ancestralidade, território, memória, resistência e pertencimento.
Entre os eixos estéticos considerados para o festival estão o teatro negro, afrofuturista, ritual e de terreiro; a dança-teatro afro; as poéticas de encantaria e ancestralidade; e as oralituras negras.
Os cachês variam de R$ 800 a R$ 5 mil, de acordo com a categoria inscrita, e o evento vai disponibilizar os espaços de apresentação e a estrutura técnica necessária para a realização das atividades.
Além do Instagram, é possível tirar dúvidas pelo e-mail festivaldeartescenicaspretama@gmail.com.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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