Cultura
Rouanet nas Favelas investirá ao menos R$ 10 milhões em projetos
Cultura
Tem dinheiro novo chegando para fortalecer a cultura que ferve nas comunidades de todo o Brasil. Uma nova edição do programa Rouanet nas Favelas vai investir pelo menos R$ 10 milhões em projetos culturais desenvolvidos nas periferias.

A cerimônia de lançamento da iniciativa ocorre na noite desta terça-feira (30), no Edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Projetos
Nesta edição, pelo menos 50 projetos serão selecionados. Cada proposta poderá receber até R$ 200 mil para tirar ideias do papel e fazer acontecer. O programa Rouanet nas Favelas vai contemplar iniciativas de oito localidades brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife, Rio de Janeiro, São Luís, São Paulo e Vitória.
Podem participar projetos de música, teatro, dança, audiovisual, artes visuais, patrimônio cultural, museus e literatura. Também há espaço para ações ligadas à cultura afro-brasileira, à cultura urbana, às tradições populares, para atividades voltadas a crianças e para projetos destinados a pessoas com deficiência.
A proposta é fazer com que os recursos cheguem a quem está na linha de frente da produção cultural nas comunidades. Gente que movimenta a cena artística das quebradas, revela talentos e transforma a realidade com muita criatividade e disposição.
Segundo o Ministério da Cultura, a ideia é reconhecer e valorizar as histórias, os saberes e as manifestações culturais que nascem nas periferias e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para conseguir apoio financeiro.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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