Cuiabá

Feira da Agricultura Familiar mantém movimento e fortalece renda de produtores mesmo com frio em Cuiabá

Publicado em

Cuiabá

Mesmo sob o frio atípico registrado em Cuiabá, a Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar movimentou a Praça Alencastro e reuniu produtores rurais, artesãos, comerciantes e consumidores em mais uma edição realizada em frente à Prefeitura de Cuiabá, nesta terça-feira (23). O evento, que ocorre regularmente às terças-feiras e aos sábados, segue consolidado como um importante espaço de comercialização direta, geração de renda e aproximação entre quem produz e quem consome.

A feira reúne agricultores familiares de comunidades rurais da região do Distrito da Guia, como Terra Vermelha, Marcolana, Mineira e Pai Joaquim, além de expositores dos segmentos de artesanato, gastronomia e outros produtos locais. Também participam produtores de Santo Antônio, da comunidade Rio dos Peixes, de Poconé e de Livramento.

Mesmo com as temperaturas mais baixas do que o habitual para a capital mato-grossense, os feirantes mantiveram a rotina de trabalho e marcaram presença no evento.

Segundo o coordenador da Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, a iniciativa tem contribuído para fortalecer a produção rural e garantir mercado aos pequenos agricultores.

“Os produtores estão sentindo um fortalecimento nas vendas, e isso estimula a produção porque eles sabem que têm um espaço garantido para comercializar diretamente com o consumidor. Eles abraçaram esse projeto e fazem questão de participar, faça chuva ou faça sol”, afirmou.

De acordo com o coordenador, além da produção agrícola, a feira também abre espaço para artesanato, gastronomia, flores, plantas e outros itens produzidos nas comunidades rurais. A expectativa da Secretaria é ampliar ainda mais a participação de expositores com a regularização de produtores da cadeia de origem animal, como apicultores, fabricantes de queijos e derivados do leite, além de criadores de frango caipira.

“Estamos trabalhando para ampliar a diversidade de produtos. Com a regularização desses produtores, a expectativa é aumentar em cerca de 40% o número de expositores”, explicou.

A consolidação da feira reforça números observados nas últimas edições. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura, a iniciativa reúne regularmente produtores de Cuiabá e municípios vizinhos, recebe público superior a mil pessoas por edição e movimenta aproximadamente R$ 100 mil por mês.

Trabalho que atravessa gerações

Entre os feirantes, a dedicação começa ainda de madrugada. Aos 69 anos, a produtora Lúcia Ferreira de Jesus mantém há quase três décadas a produção artesanal de sequilhos e biscoitos.

Ela conta que começou a vender por incentivo da família e encontrou nas feiras uma oportunidade de complementar a renda e divulgar o trabalho.

“Eu amei as feiras. É uma forma de ocupar a mente, continuar ativa e aumentar a renda. Essas feiras foram muito boas para nós”, relatou.

Lúcia produz sequilhos de nata, coco, milho e outras variedades. O reconhecimento conquistado ao longo dos anos fez com que seus produtos fossem levados por clientes para outros países, como Japão, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Itália e Suíça.

“Além da venda, a feira ajuda as pessoas a conhecerem o nosso trabalho. Isso faz toda a diferença para quem produz artesanalmente”, destacou.

Movimento favorece pequenos empreendedores

A diversidade de produtos também atrai comerciantes de outros segmentos. A feirante Daiane do Nascimento Martins participa das edições de terça-feira e sábado com a venda de roupas e acessórios.

Segundo ela, a feira tem contribuído para ampliar o contato com os consumidores e fortalecer a renda da família.

“Tem nos ajudado bastante. É uma oportunidade de trabalho e também de conhecer melhor a população de Cuiabá. A feira agrega muito para a nossa família”, afirmou.

Com a queda nas temperaturas, Daiane observa mudanças no comportamento dos consumidores.

“Agora o pessoal tem procurado bastante agasalhos, além das roupas para trabalho, que continuam entre os itens mais vendidos”, explicou.

Consumidores destacam qualidade e proximidade com produtores

A compra direta com os produtores continua sendo um dos principais atrativos para quem frequenta a feira. A consumidora Kátia Cilene da Silva visitou o espaço pela primeira vez e destacou a qualidade dos produtos.

“São produtos mais naturais, saudáveis e de qualidade. Gostei muito do que encontrei aqui e pretendo voltar”, disse.

Frequentadora assídua da feira, Neci de Andrade Cardoso afirma que a qualidade dos alimentos e o atendimento dos expositores são os diferenciais que a fazem retornar semanalmente à Praça Alencastro.

“A qualidade dos produtos e o atendimento são muito bons. Toda terça-feira estou aqui”, relatou.

Espaço consolidado

Realizada semanalmente, a Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária vem se consolidando como um importante canal de comercialização para pequenos produtores da região, ao mesmo tempo em que oferece à população acesso a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas.

Mesmo diante do frio incomum desta terça-feira, o movimento na Praça Alencastro demonstrou a força da iniciativa e o compromisso dos produtores que, semana após semana, transformam o espaço em um ponto de encontro entre o campo e a cidade, fortalecendo a economia local e ampliando as oportunidades de geração de renda para dezenas de famílias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Parcelamento de dívida é aprovado por unanimidade e amplia espaço fiscal de Cuiabá

Publicados

em

Os vereadores de Cuiabá aprovaram por unanimidade, na sessão desta terça-feira (1º), o projeto de lei do Executivo que autoriza o parcelamento especial de uma dívida do Município com a União. A medida permitirá reduzir o valor das parcelas e dará maior fôlego ao caixa da atual administração, sem criar custo ou nova despesa para os cofres municipais.

O saldo da dívida considerado para a renegociação é de R$ 30,46 milhões. Atualmente, o Município possui previsão de pagamento em 42 parcelas de aproximadamente R$ 846,4 mil. Com a adesão ao programa federal, a dívida poderá ser quitada em até 360 parcelas, com atualização pelo IPCA e juros reais de 0% ao ano.

Na modalidade escolhida pela Prefeitura, a administração municipal também deverá aplicar anualmente 4% do saldo atualizado da dívida em investimentos que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação. Ainda assim, a estimativa é de uma redução bruta de aproximadamente R$ 9,14 milhões por ano nas despesas com o serviço da dívida.

Descontado o valor que deverá ser destinado aos investimentos, o Município terá um espaço fiscal líquido estimado em R$ 7,92 milhões por ano, equivalente a cerca de R$ 660 mil por mês. Na prática, o mecanismo reduz a pressão sobre o caixa e permite que recursos antes comprometidos com o pagamento das parcelas sejam utilizados em outras áreas e obrigações da administração.

A justificativa apresentada pelo Executivo destaca que a medida representa um “expressivo alívio no fluxo de caixa mensal” e possibilita a “eliminação da onerosidade da taxa de juros” da dívida. O texto também aponta que a renegociação contribui para ampliar a capacidade financeira do Município e reduzir riscos relacionados à retenção de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Outro ponto destacado na proposta é que a operação não representa a criação de uma nova obrigação financeira. Conforme a declaração de compatibilidade fiscal assinada pelo secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo controlador-geral do Município, Eder Galiciani, a dívida já existe, está prevista no orçamento e a reestruturação apenas modifica suas condições de pagamento.

Os responsáveis pela área fiscal afirmam que a medida “não acarreta impacto orçamentário-financeiro negativo nos exercícios”. Dessa forma, o parcelamento busca melhorar o fluxo financeiro sem gerar custo extra para o Município.

A proposta também estabelece que fica “vedada a contratação de novas operações de crédito para o pagamento das parcelas”, impedindo que a renegociação seja utilizada para criar novo endividamento com essa finalidade.

A adesão está baseada na Emenda Constitucional nº 136/2025 e em regulamentações federais que permitem o refinanciamento de débitos municipais com condições mais favoráveis. A Prefeitura precisa formalizar a adesão junto à Secretaria do Tesouro Nacional até 9 de setembro de 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA