Cultura
Festival celebra Dia Estadual da Dança do Coco em PE
Cultura
O Dia estadual da Dança do Coco, manifestação cultural afro-indígena secular, presente em várias cidades brasileiras, é celebrado neste sábado, 20 de junho, em Pernambuco.
Para marcar a data, a cidade de Afogados da Ingazeira, localizada no alto Sertão do Pajeú, vem realizando desde terça-feira várias ações dentro da programação do Primeiro Festival de Coco da cidade, que tem como anfitrião, o Coco Negras e Negros da comunidade quilombola do Leitão da Carapuça.

Nesta sexta-feira, a partir das quatro da tarde, a antiga Estação Ferroviária da cidade recebe, além dos anfitriões, o Samba de Coco Cachoeira da Onça da cidade de Custódia, seguido da homenagem “Amigos do Coco”, do Grupo de dança “Raízes em Movimento”, do Grupo de Coco “Eu Não Tenho Amor” e a Batucada Feminista do Pajeú. No local, haverá degustação de comidas quilombolas e ações de reflorestamento e doação de mudas de plantas da caatinga.
Neste sábado, às quatro da tarde, na comunidade quilombola de Leitão da Carapuça, acontecem as apresentações com o Coco Toype do Ororubá, da cidade de Pesqueira, encerrando com o Coco Negras e Negros, que detém o título de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.
Integrantes dos grupos de Coco realizaram oficinas de dança nas escolas da rede pública de Afogados da Ingazeira. Criado em 2009, o Dia Estadual da Dança de Coco, em Pernambuco, reconhece a importância das várias vertentes da manifestação cultural; o Coco de Roda, Coco de Embolada e Samba de Coco, além dos produtores, artistas, brincantes, mestres e técnicos envolvidos de alguma forma com essa manifestação cultural afro-brasileira.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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