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Festival em Maceió leva o cinema para a praia

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Sessões de cinema na praia, ao ar livre. Essa é a proposta do Festival Horizontes que começa nesta sexta-feira (24) e segue até o próximo domingo (26) em Maceió. As sessões são gratuitas e começam sempre a partir das 19h, na Praia do Francês, na orla da capital alagoana.

A programação reúne longas e curta-metragens com destaque para produções reconhecidas nos festivais de Cannes, Gramado e Rio. O telão foi montado nas proximidades do letreiro “Eu amo o Francês”, um dos pontos turísticos da cidade.

A abertura, nesta sexta, é com o documentário Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, que mergulha na trajetória do cineasta alagoano Cacá Diegues e estreou no Festival de Cannes do ano passado.

No sábado (25), é a vez do longa de terror Herança de Narcisa, que tem no elenco os atores Paolla Oliveira, Rosamaria Murtinho, Pedro Henrique Müller e Elvira Helena. O filme foi vencedor do prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular na mostra Première Brasil: Novos Rumos, no Festival do Rio de 2025. 

Encerrando a primeira edição do festival, no domingo, haverá a exibição de Criadas, dirigido por Carol Rodrigues. O filme venceu o Prêmio do Público de Melhor Filme Brasileiro de Ficção na última Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e também conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio de 2025, com Mawusi Tulani e Ana Flavia Cavalcanti dividindo o Troféu Redentor.

Antes de cada longa, o público poderá conferir dois curtas-metragens, com produções do Pará, Rio de Janeiro, Pernambuco e Alagoas. A programação completa está disponível no instagram do evento.
 




Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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