Cultura
Festival de Curitiba chega à 34ª edição e tem mais de 400 atrações
Cultura
Já está a todo vapor a organização de um dos eventos mais aguardados do ano na capital paranaense! O Festival de Curitiba, que reúne mais de 400 atrações artísticas, como peças, circo e shows, em diferentes pontos da cidade e região metropolitana, realiza sua edição de número 34 entre os dias 30 de março e 12 de abril.

O Teatro Guaíra, um dos maiores espaços culturais do país, é um dos palcos do evento, e vai receber grandes espetáculos, como o musical “Tim Maia – Vale Tudo”, que homenageia o cantor, compositor e produtor, considerado o “Rei do Soul Brasileiro”.
A diretora do festival, Fabíula Passini, compara a organização de um festival deste tamanho a nada menos que o trabalho em uma escola de samba…
“Organizar um festival desse tamanho é muito desafiador, começando pelo orçamento, né? Demanda uma captação muito grande e também de uma organização de produção que leva durante o período de um ano inteiro. Eu costumo falar que é como se fosse uma escola de samba que a gente acaba um e já começa outro, já começa a pensar. São muitas pessoas trabalhando, mais de 600 pessoas diretamente, né? Fora os empregos indiretos que o festival também proporciona”.
Entre os destaques desta edição estão importantes atores e atrizes, além de tradicionais companhias de teatro, como comenta a diretora.
“Nós temos grandes nomes nessa edição, como Malu Galli, Eduardo Moscovis, Grupo Corpo, Grupo Galpão, Armazém Companhia de Teatro, Grupo Magiluth, Aquela Cia”.
Composto por diversas mostras, para atingir os mais variados públicos, o Festival de Curitiba também se volta para as pessoas com deficiência. A diretora do festival destaca a “Mostra Surda de Teatro”, que chega a sua terceira edição neste ano e joga luz sobre o protagonismo de artistas e produtores surdos.
“A Mostra Surda, ela é uma mostra feita por uma galera de Curitiba que tem um trabalho focado com atores que são surdos. A mostra é composta praticamente de 100% dos atores surdos. E esse ano já é o terceiro ano da Mostra Surda e nesse ano a gente conta com nove espetáculos, sendo que três deles são estreias nacionais, vindos do Brasil todo”.
E a expectativa de público, como não poderia ser diferente, é grande. Fabíula Passini avalia que, além do grande evento cultural, essa é uma oportunidade para conhecer a cidade…
“Nós pretendemos alcançar o mínimo que seja do mesmo público que nós tivemos em 2025. Então, se a gente tiver um público a mais que esse, ficaremos muito felizes, mas nossa meta é atingir sempre o público do ano anterior, pelo menos. E trabalhamos muito para isso acontecer através de uma comunicação muito eficiente, eficaz, que fala com Curitiba inteira, região metropolitana. A gente também divulga muito o festival fora de Curitiba pelo Brasil, porque muita gente é atraída para Curitiba para ver o festival e acaba também conhecendo a cidade, então, a gente espera no mínimo 200.000 pessoas”.
O festival conta ainda com ações formativas, para integrar artistas e público, estimulando o aprendizado e o pensamento crítico.
As atrações tem preços variados, com muitas de graça na parte da agenda que vai ocupar ruas, praças e instituições de Curitiba e Região Metropolitana.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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