Cultura
Em SP, Carnaval continua em bibliotecas, bosques e pontos de leitura
Cultura
O Carnaval acabou, mas ainda tem programação carnavalesca espalhada pela cidade de São Paulo em espaços como bibliotecas públicas, bosques e pontos de leitura.

No próximo sábado (21), às 11h, o bloco Unidos da Melhor Idade leva a bateria, formada por integrantes idosos, ao Bosque de Leitura Jardim da Luz e ao Parque do Carmo. Na semana que vem, de quinta-feira (26) a sábado (28), o bloco Frevo da Vila estará nos bosques de leitura Raposo Tavares, Jardim da Luz e Anhanguera.
Também tem repertório carnavalesco com o coletivo Sambart’s, que se apresenta neste sábado e na sexta (27) e no sábado da semana que vem, às 14h, no Bosque de Leitura Parque do Trote, na Biblioteca Álvaro Guerra e no Bosque de Leitura Parque Rodrigo de Gásperi.
Folia para a criançada
A folia continua para a criançada também. Nos dias 25, 27 e 28 tem o Bloquinho dos Jatobazinhos na Biblioteca Padre José de Anchieta, na Biblioteca Castro Alves e no Bosque de Leitura Parque Lajeado. A Palhaça Olga e seus Amigos se apresentam contando histórias e músicas de carnaval, nos dias 24, 26 e 28, nas bibliotecas Aureliano Leite, Amadeu Amaral e Marcos Rey. Tem também apresentações do Grupo Rocambole e das companhias Trup Trolhas, Gravidade Virtual, Tempos Juncos e Hespérides.
As bibliotecas públicas recebem ainda o Cortejo Afro e o Movimento Vem Brincar Cacuriá, que se inspira nas manifestações populares do Brasil.
A programação completa pode ser conferida no site da prefeitura de São Paulo.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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