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Com quase 50 anos, Pacotão leva multidão à área central de Brasília

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Para encerrar o Carnaval da capital federal não poderia faltar o seu bloco mais icônico: o Pacotão, com quase 50 anos de história, que levou uma multidão à área central de Brasília. Ao som das marchinhas, o bloco atravessou a via W3 norte na contramão, levando os foliões até o Eixo Monumental.

Muita irreverência, sátira e crítica social fazem parte da história do bloco, que teve início em 1978, criado por jornalistas que apostaram no humor para enfrentar a censura da ditadura militar.

Banco Master

A chacota tomou conta de Brasília, com muito improviso, embalados pela Banda Podre do Pacotão. O tema deste ano foi o escândalo do Banco Master, como explica o fundador do bloco, Wilsinho Red:

“Muita sátira, muita crítica às políticas internacional e nacional, e denunciando essa corrupção do BRB, do Banco Master, da prisão de Bolsonaro. E o Pacotão é isso aí: o Pacotão é o papel higiênico da história!”

Bruno Lisboa estava fantasiado de cartão do BRB, o Banco de Brasília, protestando de forma bem-humorada sobre a situação da instituição:

“É um protesto à promiscuidade entre o público e o privado, entre uma instituição pública e fundos privados. É uma crítica bem-humorada do orçamento público”.

E sobrou até para a data do carnaval deste ano. Carol Vilaça, se fantasiou de Rita Lisa para reclamar do Carnaval acontecer logo no meio do mês:

“Estou adorando! E, assim, vim de Rita Lisa mesmo para poder mostrar. Como é que se faz um Carnaval no meio do mês? Não pode fazer o Carnaval no meio do mês. Todo mundo só recebe no começo ou no fim do mês. Fica um absurdo!”

E até o final da terça-feira (17), os foliões puderam curtir blocos como “As Leis de Gaga”, “da Saly”, e “das Braba”. O show da sambista Kris Maciel também marcou o fim da folia na capital federal.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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