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Salvador celebra o samba como tema do Carnaval

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Depois de celebrar os 40 anos da Axé Music no Carnaval passado, Salvador volta às homenagens deste ano para outro ritmo essencial da música brasileira: o samba.

O tema da folia promovida pela prefeitura é “O samba nasceu aqui”, uma reverência a um gênero que atravessa gerações, não só no Carnaval, mas o ano inteiro. A homenagem faz referência aos 110 anos da gravação do primeiro samba do Brasil, em 1916: “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida.

“Pelo Telefone” foi composta em uma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, que se mudou para o Rio de Janeiro em 1876, levando com elas as tradições do samba de roda da Bahia.

E a ligação com o estado também aparece nas primeiras gravações: uma versão instrumental foi feita pela banda do 1º Batalhão da Polícia da Bahia. Já a primeira gravação com letra foi do cantor “Bahiano”, nascido em Santo Amaro. 

De lá para cá, “Pelo Telefone” ganhou inúmeras releituras, como a versão gravada por Martinho da Vila.

Bloco Alvorada

Com 51 anos de história, o Alvorada é o bloco de samba mais antigo em atividade em Salvador. O presidente do grupo, Vadinho França, diz que a homenagem é também um recado de resistência.

“A mensagem é que enquanto existirem pessoas à frente da entidade de samba no carnaval, que sejam perseverantes e resilientes, o samba vai ser sempre respeitado. O samba ficou muito invisível no carnaval, mas com surgimento de outras entidades de samba no carnaval, o samba ganha notoriedade legitimado pelo povo.”

Vadinho destaca que, além da ancestralidade, o samba também movimenta a economia e fortalece vínculos comunitários o ano inteiro na capital.

“A ancestralidade é real no samba, pois ele rejuvenesceu e se tornou muito mais profissional sem perder a sua essência. O samba vive um grande momento na sociedade, de segunda a segunda tem samba em Salvador, passando do samba como um entretenimento, mas criando um forte apelo social e econômico na comunidade.”

Atualmente, é o samba que dita o ritmo que abre oficialmente o Carnaval de Salvador, na quinta-feira gorda, no Circuito Campo Grande, puxando os trios elétricos com blocos como Alerta Geral, Pagode Total e Proibido Proibir.

*Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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