Cultura
Desabamento de teto de igreja em Salvador completa um ano
Cultura
O desabamento de uma parte do telhado da Igreja de São Francisco de Assis completa um ano nesta quinta-feira (5). Conhecida como Igreja de Ouro, a edificação fica no Pelourinho, em Salvador.

A queda parcial do teto — ocorrida em 5 de fevereiro do ano passado, por volta de 14h30 — causou a morte de uma turista de 26 anos, além de deixar outras cinco pessoas feridas. Desde o desabamento, o templo segue fechado ao público.
Uma missa será celebrada nesta quinta, às 17h, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco — vizinha ao templo onde ocorreu o acidente —, em memória de Giulia Righetto, vítima do desabamento do telhado. Ela nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e visitava a igreja com o namorado e amigos no momento em que parte do teto desabou. Até hoje, ninguém foi responsabilizado judicialmente pelo ocorrido.
O local passa atualmente por uma série de obras emergenciais, coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sem previsão de conclusão. Esta semana, o instituto anunciou que cerca de R$ 20 milhões do Novo PAC, do governo federal, vão ser investidos no restauro da igreja e do Convento de São Francisco.
O custo total da reforma do complexo, contudo, é estimado em quase R$ 90 milhões. A Comunidade Franciscana da Bahia disse que pretende realizar uma campanha nacional de arrecadação para ampliar os recursos de restauração.
A Igreja de São Francisco de Assis, erguida entre os séculos XVII e XVIII, é tombada pelo Iphan e considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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