Cuiabá
Cuiabá lança Centro de Referência Paralímpico e realiza Festival Paradesportivo
Cuiabá
Com a data se aproximando, Cuiabá vive a expectativa de um momento inédito e transformador para o esporte, a inclusão e as famílias da capital. No próximo dia 7 de fevereiro, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, realiza o 1º Festival Paradesportivo de Cuiabá, evento que marca oficialmente o lançamento do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro (CRPB-CBA), no Complexo Esportivo Dom Aquino. Clique para se inscrever.
Mais do que uma programação esportiva, o festival promete ser um encontro de vivências, oportunidades e descoberta de talentos, reunindo crianças, adolescentes, jovens com deficiência e seus familiares, além da comunidade em geral, em um ambiente de acolhimento, respeito e valorização das potencialidades humanas.
Voltado a participantes a partir de 7 anos, o evento permitirá o contato direto com diversas modalidades paradesportivas e paralímpicas, reforçando o esporte como ferramenta de inclusão, desenvolvimento social e qualidade de vida. Durante o festival, o público poderá conhecer e experimentar modalidades como atletismo, natação, bocha, parabadminton, tênis de mesa, vôlei sentado e rugby em cadeira de rodas, entre outras.
Além das vivências, o festival também abre oficialmente as inscrições para as aulas gratuitas que passarão a ser ofertadas pelo Centro de Referência Paralímpico em Cuiabá, com acompanhamento de profissionais qualificados e estrutura adequada.
Os Centros de Referência Paralímpicos fazem parte do Plano Estratégico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e visam utilizar estruturas esportivas existentes para ampliar o acesso ao esporte paralímpico em todas as regiões do país, desde a iniciação até o alto rendimento. Em Cuiabá, o CRPB-CBA atenderá pessoas com deficiência física, visual e intelectual, contribuindo para a formação de novos atletas e para o fortalecimento de uma política pública permanente de inclusão.
Para o secretário adjunto municipal de Esporte e Lazer, Otávio Rodrigo Palácio, a iniciativa representa um divisor de águas para o esporte na capital. Segundo ele, a parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro consolida uma política estruturada e duradoura. “É um avanço que amplia oportunidades, fortalece a base do esporte paralímpico e cria condições reais para o desenvolvimento de talentos, com impacto direto na vida das famílias”, destacou.
O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, reforça que o Centro de Referência nasce com vocação social ampla, dialogando com a educação e a inclusão. “O Centro permitirá atender estudantes da rede pública e de instituições especializadas, democratizando o acesso ao esporte e promovendo inclusão com planejamento, responsabilidade e continuidade”, afirmou.
À frente da coordenação do CRPB-CBA, o professor Altemir Trapp, com mais de 15 anos de atuação no esporte paralímpico, ressalta o significado do projeto para Cuiabá. “A implantação do Centro representa um salto qualitativo para o esporte paralímpico local, com estrutura, metodologia e compromisso público. É um legado que começa agora e se projeta para o futuro”, avaliou.
As inscrições para as modalidades paralímpicas estão abertas desde o dia 22 de janeiro e também poderão ser realizadas presencialmente no dia do evento. Pais e responsáveis devem comparecer com os dados necessários para o cadastro dos participantes.
Com o 1º Festival Paradesportivo e o lançamento do Centro de Referência Paralímpico, Cuiabá se aproxima de um marco histórico, reafirmando o compromisso com a inclusão, a cidadania e a construção de uma cidade mais justa, acessível e humana, onde o esporte se consolida como instrumento de transformação social para todos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.
Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.
“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.
A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.
A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.
A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.
Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.
“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.
A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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