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Galo Folião Fraterno homenageia Dom Helder Câmara e Nise da Silveira

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Um dos símbolos do carnaval pernambucano, a escultura do Galo da Madrugada, que todos os anos é erguida no Centro Histórico de Recife, na Ponte Duarte Coelho, vai celebrar em 2026 a fraternidade e a saúde mental. O Galo Folião Fraterno, como foi batizada a obra, homenageia o legado de Dom Helder Câmara, referência religiosa e humanitária, e a psiquiatra Nise da Silveira.

O arcebispo Dom Helder, indicado quatro vezes ao Nobel da Paz, via a festa do Carnaval como uma manifestação de fé, esperança e resistência popular. Ao longo de anos de atuação em Pernambuco, blocos e grupos carnavalescos buscavam as bênçãos do arcebispo nas prévias da festa.

Assinada pelos artistas Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, a escultura do Galo de 32 metros de altura está sendo construída 100% com materiais reciclados. A alegoria une arte, tecnologia 3D e arteterapia.

O figurino tem colaboração de pessoas em situação de rua e em acompanhamento psiquiátrico, que utilizam a arteterapia como parte do tratamento;  trabalho pioneiro desenvolvido por Nise da Silveira. As 27 estrelas da bandeira são impressas em 3D por jovens de comunidades do Recife, e o peito do Galo traz um Sagrado Coração iluminado por LED, em referência à saúde emocional e ao afeto coletivo.

A escultura do Galo deve ter lugar de destaque na Ponte Duarte Coelho entre os dias 11 e 18 de fevereiro.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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