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Caboclinhos e indígenas celebram tradição ancestral no Recife

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Expressões vivas da cultura popular pernambucana, os caboclinhos e as tribos indígenas realizam uma apresentação coletiva nesta quinta-feira, dentro da programação de prévias carnavalescas de Recife. 21 grupos da Região Metropolitana vão se apresentar a partir das 17h, no histórico Pátio de São Pedro, localizado no bairro São José.

Entre os participantes estão os centenários caboclinhos Carijós e o Canindés, ambos com mais de 120 anos de fundação, além de tribos indígenas, cada uma delas com centenas de integrantes, como a Sete Flechas e a Tapirapé. O público presente terá um panorama diverso das tradições destas duas manifestações culturais que integram o patrimônio afro-indígena do carnaval pernambucano.

Guiadas pelo som marcante das preacas, espécie de arco e flecha de madeira, instrumento que dita o ritmo dos baques, crianças, jovens e adultos entram em cena com fantasias ricamente adornadas, cores vibrantes e movimentos coreografados que remetem à ancestralidade, à resistência cultural e ao caráter sagrado-festivo dessas brincadeiras. 

Os grupos de Caboclinhos e Tribos Indígenas de Pernambuco foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN em 2016. Atualmente, segundo o Governo do estado, existem cerca de 70 grupos de caboclinhos pernambucanos, dos quais aproximadamente 30 estão só na capital.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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