Cuiabá

Primeira-dama e secretárias municipais fortalecem políticas públicas voltadas às mulheres e à infância

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Cuiabá

A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, e as secretárias municipais Danielle Carmona (Saúde), Ana Karla (Comunicação), Hadassah Suzannah (Mulher) e Hélida Vilela (Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão) se reuniram, nesta quarta-feira (21), para debater e alinhar políticas públicas voltadas às mulheres, bem como à proteção de crianças e adolescentes.

O encontro teve como foco principal a integração entre as secretarias, com o objetivo de fortalecer a rede de atendimento e garantir mais eficiência nos serviços ofertados ao público-alvo. Entre os temas discutidos estavam a apresentação dos serviços disponíveis em cada Pasta, a definição de fluxos de atendimento e a ampliação da divulgação dessas ações, facilitando o acesso da população aos serviços da rede pública.

“O foco é estruturar e integrar os serviços, especialmente nas áreas de saúde e assistência social, com a definição de protocolos, acolhimentos e encaminhamentos. Também alinhamos um cronograma para a implementação de ações, que dependem desse trabalho conjunto”, destacou Samantha Iris.

Durante a reunião, a secretária da Mulher, Hadassah Suzannah, apresentou os atendimentos ofertados pela Sala de Acolhimento da Mulher (SMM) e detalhou as demandas dos projetos previstos para este ano, que contarão com o apoio das demais secretarias. Foram esclarecidos os locais de medicação para mulheres vítimas de violência e apresentada a necessidade de ampliar a oferta de atendimento psicológico infantil, bem como de reforçar o atendimento psicológico às mulheres, com a expansão dos serviços.

Em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza medicações para profilaxia pós-exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST), HIV e hepatites virais, além de realizar a notificação de casos de violência, possibilitando a adoção das demais condutas necessárias no Serviço de Assistência Especializada (SAE). Referência no tratamento, o SAE possui duas unidades no município: a Regional Norte, localizada na Clínica da Família, e a unidade situada no bairro Lixeira, com atendimento das 7h às 17h. É fundamental que as profilaxias sejam iniciadas em até 72 horas após a violência sexual, a fim de garantir maior eficácia do tratamento.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, também apresentou o fluxo de atendimento das Salas Acolher + Saúde, que funcionam nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros CPA IV (região Norte), Jockey Club (região Sul), Grande Terceiro (região Leste) e Ribeirão da Ponte (região Oeste). O serviço é voltado à saúde da mulher e conta com equipes multiprofissionais que oferecem apoio e orientação às vítimas de violência, com atendimento das 7h às 17h, em todas as unidades.

Carmona também destacou o funcionamento do Espaço de Acolhimento da Mulher, no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que atende 24 horas por dia. No local, as mulheres recebem atendimentos ambulatoriais psicológicos, visitas à beira-leito e acompanhamento do Serviço Social.

Respeitando os limites orçamentários, a secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, assim como as demais secretárias reforçaram o compromisso com o fortalecimento das políticas públicas integradas para proteção e cuidado às mulheres, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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