Cuiabá

Sorp mantém diálogo com ambulantes e reafirma fiscalização contra ocupação de calçadas

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Cuiabá

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, reuniu nesta segunda-feira (19) com representantes do comércio ambulante da região central de Cuiabá para reforçar a necessidade de manter as calçadas desobstruídas.

Durante o encontro, Juliana afirmou que o diálogo com a categoria seguirá aberto, desde que as normas municipais, especialmente a proibição da ocupação das calçadas, sejam respeitadas. Na oportunidade, reafirmou que a fiscalização continuará.

Palhares ouviu propostas apresentadas por representantes do Sindicato dos Camelôs, Augusto Ferreira da Silva, Wilson Oliveira, Mauro e Renan, além de Jean Bertho, representante dos ambulantes haitianos, que relataram dificuldades de vendas nos locais previamente definidos.

“Eles alegam que precisam voltar porque, na travessa onde escolheram se autorregular, não estão conseguindo vender. Compreendemos essa dificuldade, mas não é um problema exclusivo deles. Os lojistas também enfrentam desafios, especialmente nos calçadões. Isso faz parte da dinâmica do comércio, mas não justifica a ocupação das calçadas, que são inegociáveis”, destacou Juliana.

A secretária alertou para o risco de retrocesso nas conquistas já alcançadas diante da insistência de alguns ambulantes em ocupar irregularmente as calçadas. Os representantes da categoria apresentaram novas propostas que, segundo Juliana, só serão analisadas após o cumprimento das regras de ordenamento urbano. Além disso, as sugestões passarão por avaliação jurídica, pelo chefe do Poder Executivo e pela Câmara Municipal.

“As propostas apresentadas poderão ser analisadas e, desde que haja o cumprimento das regras de ordenamento urbano, serão levadas para avaliação do prefeito e discutidas também com a Câmara Municipal, sempre dentro das possibilidades jurídicas. O diálogo é a nossa principal ferramenta. Temos que entender que o coletivo sempre prevalecerá sobre o individual. Vamos continuar com a fiscalização, sem aviso prévio, para garantir o cumprimento das normas municipais”, concluiu.

Operação

A Secretaria Municipal de Ordem Pública realizou na semana passada uma operação de fiscalização na Rua 13 de Junho, em Cuiabá, apreendendo mercadorias de três ambulantes irregulares. A ação, que contou com o apoio da Polícia Militar, é resultado de ações orientativas realizadas entre sábado (10) e quarta-feira (14). A iniciativa levou à desocupação voluntária das calçadas por cerca de 30 ambulantes. Contudo, alguns persistiram na ocupação irregular.

Desde maio de 2025, a Secretaria Municipal de Ordem Pública já havia emitido notificações públicas aos comerciantes ambulantes da região central, seguindo recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), para a desocupação das calçadas. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico iniciou o processo de cadastramento dos comerciantes interessados na realocação para o Shopping da Orla. Contudo, diante da definição de um espaço provisório, a maioria optou por se estabelecer na Travessa Desembargador Lobo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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