Cultura
Festival Psica celebra o Retorno da Dourada em Belém, capital do Pará
Cultura
Recentemente, o Festival Psica recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Belém pela Câmara dos Vereadores da capital paraense. Jeff Dias, diretor do Festival Psica, explica o tema do festival deste ano, chamado de Retorno da Dourada.

“A gente falou no ano passado da descida da dourada. É, a dourada é esse peixe que a gente tá acostumado a comer no Ver-o-Peso, com açaí e tal. É um peixe muito afetivo que faz parte do nosso dia-a-dia, do nosso cotidiano. Esse peixe carrega uma história muito legal. Uma história de conexão amazônica, né? Esse peixe nasce lá no pé dos Andes, no Peru, onde nasce o Rio Amazonas e vem percorrendo toda essa região do Peru, passando pelo Equador, passando pela Colômbia, até chegar no Pará.”
A dourada de água doce faz um trajeto pelas águas brasileiras e volta ao Peru, o que ressalta a conexão da Pan Amazônia e todos os territórios que a compõem. Esta é a mensagem que o tema do evento transmite.
O festival tem simbolismos que remetem à tradição cultural amazônica e é conhecido por prestigiar artistas regionais periféricos além da pluralidade e inovação. Gerson Júnior, organizador da iniciativa, reafirma que o evento valoriza os artistas locais:
“Tem artista grande que vai tocar cedo porque a gente valoriza os nossos artistas e os nossos artistas estão nas posições de destaque também. Essa é uma estratégia para fazer a galera chegar cedo e prestigiar os nossos artistas.”
Agora, como patrimônio cultural, o Psica tem uma missão de ser não apenas um festival, mas um movimento que celebra a diversidade, fortalece a cena independente e projeta Belém como referência cultural no Brasil e no mundo.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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