Cuiabá
Núcleo da Primeira-Dama e Procon levam ação de prevenção a golpes ao CCI Padre Firmo
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Núcleo da Primeira-Dama e Procon Municipal, iniciou na quarta-feira (26) a ação de proteção da pessoa idosa no Centro de Convivência para Idosos “Padre Firmo Pinto Duarte Filho”, com palestras, apresentação teatral e atendimentos voltados à orientação e à prevenção de golpes.
Como parceira da iniciativa, a Polícia Judiciária Civil (PJC/MT) levou alertas sobre financiamentos impossíveis, prêmios sem explicação, falsas ofertas de casa própria e riscos de áudios manipulados por inteligência artificial. A ação será levada aos quatro CCIs da Capital.
Durante o evento, a primeira-dama e vereadora Samantha Iris vistoriou a estrutura do espaço e destacou a importância de levar informação diretamente aos idosos, considerando que a internet aproxima, mas também expõe a riscos. “Trazer o Procon até eles é essencial para criar consciência e fortalecer a proteção. Muitos aqui já estão atentos e vão levar essas informações para seus filhos e netos”, afirmou.
A secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, detalhou golpes comuns, como a captação de voz para contratação de empréstimos e boletos falsos. “A pessoa que liga é quem deve se identificar. Se a ligação ficar muda, não fale nada. E, no boleto, confira sempre o destinatário antes de pagar”, orientou.
Os idosos do CCI relataram experiências desagradáveis vividas em tentativas de golpe e consideraram o trabalho educativo essencial. Na oportunidade, também reforçaram recomendações como não atender números desconhecidos, não enviar documentos e sempre procurar orientação de alguém de confiança. Dona Benedita Ferreira, 62 anos, contou que recebeu uma ligação de criminosos que, usando foto e dados clonados, fingiram ser seu filho pedindo dinheiro. “Meu filho é policial militar. Quando mostrei a situação, ele logo identificou que era golpe. Se eu estivesse sozinha, poderia ter caído”.
Já dona Juvercina Camilo, 71 anos, compartilhou seu relato ao ser vítima do falso sequestro: “Eu, infelizmente, vivi uma tentativa de golpe; a pessoa citou o nome da minha filha e eu fiquei desesperada. Meu marido saiu correndo, eu tentei ligar para ela, mas o telefone estava em casa. Passei muito tempo traumatizada. Hoje desconfio de qualquer ligação”, contou.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela, participou presencialmente da ação e o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon, enviou um vídeo reforçando cuidados básicos: “Eu não atendo telefonemas de números desconhecidos. Aguardo que a pessoa se identifique. E não existe premiação absurda ou oferta milagrosa. Como alguém vai te dar uma casa ou financiamento se você está com o nome negativado ou desempregado? Isso não existe”, alertou.
Confira abaixo as atividades que serão realizadas nos seguintes CCIs:
CCI Padre Firmo – 26 e 27 de novembro
Ação socioeducativa: 26/11, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 27/11, das 13h às 17h
CCI João Guerreiro – 3 e 4 de dezembro
Ação socioeducativa: 03/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 04/12, das 13h às 17h
CCI Aidé Pereira – 10 e 11 de dezembro
Ação socioeducativa: 10/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 11/12, das 13h às 17h
CCI Maria Inez – 17 e 18 de dezembro
Ação socioeducativa: 17/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 18/12, das 13h às 17h
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.
Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.
“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.
A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.
A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.
A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.
Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.
“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.
A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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