Cuiabá

Comitiva Amigos do Rodeio é homenageada na Câmara de Cuiabá

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Cuiabá

A Comitiva Amigos do Rodeio foi homenageada na noite dessa segunda-feira (3), pela presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), em reconhecimento à contribuição do grupo para a valorização da cultura do tropeirismo e da tradição sertaneja na capital.

O grupo nasceu em 14 de setembro de 2024, quando amigos se reuniram para celebrar um aniversário. O que seria apenas uma confraternização transformou-se em um movimento de união, solidariedade e amor pela tradição rural. Dessa celebração surgiram o nome, a logomarca e o propósito que deram identidade à comitiva, que rapidamente ganhou força nas redes sociais.

Em dezembro de 2024, foi realizada a 1ª Cavalgada e Rodeio da Comitiva Amigos do Rodeio, reunindo mais de 120 cavaleiros e amazonas e um público superior a mil pessoas. O grupo, que começou com apenas 20 integrantes, hoje conta com mais de 150 membros ativos, todos comprometidos com a promoção da cultura sertaneja, um estilo de vida que gera renda, fortalece laços comunitários e mantém vivas as tradições do campo.

Admiradora, praticante da cultura e madrinha da comitiva, a vereadora Paula destacou a relevância do movimento na preservação da identidade cultural cuiabana.

“A comitiva segue presente em diversos eventos, fortalecendo a cultura sertaneja e levando conhecimento à sociedade sobre a importância dessa tradição que une gerações e reforça o respeito aos animais, à natureza e à vida no campo. Tenho familiares que participam e sou fã dessa cultura que agrega tanto. Parabenizo cada integrante da Comitiva Amigos do Rodeio por manter viva essa chama de cultura, amizade e compromisso social”, afirmou a vereadora. 

A membro da diretoria, Carla Riquelme, também expressou gratidão pela homenagem e destacou o apoio constante da parlamentar.

“Eu sou apaixonada por essa tradição e me encanta ver que a Paula está conosco desde o início. Em nome de todos, nossa profunda gratidão a nossa madrinha, que sempre nos apoiou. Seguimos de chapéu erguido, representando com orgulho a missão que nos foi dada”, declarou Carla.

O padrinho da comitiva, Zeca Batista, da empresa JB Rodeios, também fez questão de agradecer:

“Agradeço por tudo que está sendo feito pelas cavalgadas, que ajuda a manter viva a nossa tradição. Somos muito gratos por ter a senhora conosco”, destacou.

Ao final da solenidade, mais de 50 integrantes da Comitiva Amigos do Rodeio foram homenageados com certificados de reconhecimento.

Cultura Tropeira – Um conjunto de costumes, tradições, valores, modos de vida e manifestações culturais herdados dos tropeiros — homens que, entre os séculos XVII e XIX, percorriam longas distâncias transportando gado, mercadorias e alimentos entre regiões do Brasil, especialmente entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Essas viagens, feitas em comitivas a cavalo ou com mulas, foram fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do interior do país, pois os tropeiros abriram caminhos, fundaram povoados, criaram rotas comerciais e difundiram hábitos que marcaram profundamente a formação da identidade brasileira.

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Cuiabá

Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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