Cultura
Viva Maria relembra Almerinda Gama e o voto feminino
Cultura
Oi, oi gente amiga desse nosso programa que neste 3 de novembro comemora o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher, em 1930.

Naquela época éramos cidadãs de segunda categoria, já que não podiamos eleger nossos representantes. O voto era masculino e censitário, ou seja , só tinha direito de de votar quem tivesse uma condição financeira estável. Felizmente hoje o voto é um direito universal no Brasil, não importa o sexo, o gênero, a cor da pele, a etnia ou opção sexual, mas é bom não esquecer que no passado era um privilégio de homens ricos e brancos. E nesta edição Viva Maria abre o livro para um resgate histórico da trajetória de Almerinda Gama. Sufragista e uma das pioneiras da participação de mulheres negras na política brasileira, Almerinda tem sua vida recontada em uma obra escrita pela jornalista Cibele Tenório.
O livro busca romper com as cortinas da invisibilidade que ainda marcam a história das mulheres negras no país. A publicação reafirma o protagonismo de Almerinda Gama na luta pelo direito ao voto e na defesa da igualdade de gênero e raça no Brasil.
Em entrevista Cibele Tenório fala sobre o processo de pesquisa e o encontro com a trajetória de Almerinda, destacando sua importância para o feminismo negro e a história política do país. Além dela o programa ouve a advogada Ligia Fabris que é também professora da FGV Direito Rio, sobre os entraves que comprometem a participação das mulheres na politica nacional.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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