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Saúde de Várzea Grande age rápido em caso confirmado de intoxicação por metanol  

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Comprometimento e trabalho integrado ofereceram atendimento rápido, humanizado, resolutivo e tecnicamente preparado ao atual momento, em que as suspeitas de contaminação só aumentam pelo Estado e pelo País

A eficiência e o comprometimento dos profissionais da rede municipal de saúde de Várzea Grande foram determinantes para o atendimento rápido do jovem de 24 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, com sintomas suspeitos, até então, de intoxicação exógena por metanol.

A equipe médica da UPA Ipase, que acompanhou de perto o caso, informou que o paciente deu entrada na unidade em cadeira de rodas, apresentando quadro de fraqueza intensa, mal-estar geral, náuseas, vômitos, dores abdominais, tontura e visão turva, lentidão na fala e confusão mental, sintomas característicos de intoxicação exógena por metanol.

“Assim que recebemos o paciente ele foi encaminhado para o box de emergência onde recebeu os primeiros atendimentos de estabilização do quadro, monitoramento da frequência cardíaca, da saturação de oxigênio e acionamos a Vigilância Epidemiológica que nos orientou sobre a coleta de sangue para ser encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT) para o diagnóstico e a articulação com o Ciatox para o manejo clínico”, explica doutro Joan Leite, responsável técnico da UPA Ipase. Ontem (22), o Lacen confirmou a contaminação por metanol.

Conforme relato do médico, o paciente disse que 24 horas após ter ingerido a bebida alcoólica teve os primeiros sintomas de náuseas, vários episódios de vômito e visão turva mostrando os sintomas que o efeito do metanol causa no organismo.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, o trabalho integrado entre as equipes da UPA Ipase, da Vigilância Epidemiológica e do Laboratório Central reforça o compromisso da gestão em oferecer um atendimento rápido, humanizado, resolutivo e tecnicamente preparado à população.

O CASO – Segundo a esposa, o marido havia ingerido whisky oferecido durante uma confraternização na residência de um amigo, no domingo, dia 12, porém, não deu muitos detalhes para a equipe, o que dificultou a coleta de mais informações.

Os sintomas persistiram e se intensificaram, no dia 16, quando deu entrada na unidade de saúde. Na sexta, dia 17, com o agravo dos sintomas, o paciente foi encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá (HPSMC) onde segue com o tratamento sem risco de morte, mas, segundo informações do boletim emitido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o paciente está com lesão ocular.

CASO DE POLÍCIA – Por se tratar de uma substância controlada e de uso industrial, a ingestão de metanol configura caso de polícia. O caso foi comunicado à Polícia Civil, que agora conduz as investigações para apurar a origem, a procedência e os responsáveis pela comercialização ou fornecimento do produto.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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