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Alunos da Unemat visitam a nova fotografia cuiabana no coração do Centro Histórico

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O Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC) recebeu, neste sábado (11), uma visita especial: os alunos do curso de Artes Visuais da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que vieram conhecer a exposição “Entreluzes – A nova fotografia cuiabana”, idealizada e produzida pelo fotógrafo Fred Gustavos. A mostra, que reúne 40 obras de artistas contemporâneos, abriu as portas não apenas para a nova cena fotográfica da capital, mas também para uma viagem no tempo entre câmeras analógicas, rádios antigos e histórias da cuiabania.

Os acadêmicos chegaram e se misturaram aos turistas que circulavam pelo centro histórico. Entre um clique e outro, puderam conhecer um pouco mais sobre os olhares que hoje traduzem a identidade visual e cultural de Cuiabá. A visita guiada pelo MISC também revelou o outro lado do museu, um espaço vivo, guardião da memória local e da transformação artística que pulsa em cada rua de pedra.

“É diferente pra nós, né? Eu sou aluna do curso de Artes Visuais da Unemat, e a gente conheceu alguns pontos históricos de Cuiabá. Está sendo ótimo”, contou Irenilda Almeida da Silva, que veio de Diamantino especialmente para participar do passeio. “O prefeito está tentando reanimar o centro, e precisa mesmo. A história vai se esvaindo, se a gente não cuidar, ela se acaba. É importante que alguém dê continuidade pra que ela não fique no esquecimento”, completou a estudante.

A mostra Entreluzes destaca a pluralidade da fotografia cuiabana contemporânea, com obras que exploram temas como memória e ancestralidade, identidade, gênero, meio ambiente e as urgências do presente. O projeto foi contemplado pelo edital AUFA de Fomento à Cultura de 2024, via Lei Aldir Blanc e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com apoio da SECEL-MT.

Fred Gustavos, curador da exposição, destaca que o objetivo é “dar visibilidade a novos talentos que compõem uma cena vibrante e ousada”. A visita dos alunos da Unemat, nesse contexto, reafirma o papel do MISC como um espaço de aprendizado e inspiração, um ponto de encontro entre o passado preservado e o futuro criativo da arte cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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