Cuiabá
Avaliações de Português e Matemática ocorrerão em 82 escolas de Cuiabá
Cuiabá
Vinte e oito mil estudantes das escolas municipais de Cuiabá, com idades entre 7 e 14 anos, serão submetidos, nos dias 18 e 19 deste mês, a uma avaliação de Língua Portuguesa e Matemática.
Trata-se de uma das etapas do programa Giro pela Aprendizagem, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação para avançar nas políticas de alfabetização infantil.
Os alunos matriculados no 2º e 5º ano farão avaliações intensivas preparatórias para o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), exame nacional que mede a qualidade da educação no Brasil e será realizado ainda neste segundo semestre. Já os estudantes do 3º, 4º e 9º ano farão avaliações de mensuração.
As provas ocorrerão simultaneamente nas 82 EMEBs (Escolas Municipais de Educação Básica), nos períodos das 7h às 11h e das 13h às 17h. Serão duas horas destinadas à avaliação de Língua Portuguesa e outras duas horas à de Matemática. Neste mesmo período, cada aluno também deverá responder a seis questões dissertativas: três relacionadas a Português e três a Matemática.
O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, orienta que as famílias se atentem às datas para evitar que os alunos faltem, já que as avaliações são consideradas de extrema importância para o desenvolvimento escolar. “É muito importante que a comunidade escolar participe, que os pais ajudem, levem as crianças às escolas e não deixem faltar. Essas avaliações são feitas para medir o conhecimento e auxiliar cada criança nas etapas de aprendizagem”, ressaltou.
A professora Thatiany Soares Correa, mentora do programa Giro pela Aprendizagem e ponto focal, também destaca a importância da participação dos pais em garantir a presença dos filhos nos dias de avaliação.
“Contamos que todos participem deste momento e que não sejam registradas faltas. Isso porque, a partir dos resultados, vamos verificar a aprendizagem das nossas crianças e, assim, identificar o que pode ser aperfeiçoado”, afirmou.
Entenda
Mensuração na educação é o processo de avaliar e quantificar o conhecimento, as habilidades e as atitudes dos alunos, bem como a qualidade do ensino e do sistema educacional como um todo, usando instrumentos como testes, provas e indicadores. É um componente fundamental da avaliação educacional, servindo para diagnosticar o aprendizado, fornecer feedback, traçar metas de qualidade e orientar políticas públicas educacionais, como o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
A avaliação intensiva na educação básica é um conjunto de provas externas em larga escala que aplicam testes de Língua Portuguesa e Matemática, juntamente com questionários socioeconômicos. O objetivo é diagnosticar a qualidade da educação, identificar lacunas de aprendizagem e desigualdades, além de subsidiar a formulação de políticas públicas eficazes para o aprimoramento do sistema educacional.
#PraCegoVer
A matéria é ilustrada por imagem do secretário Amauri Monge fazendo uso da palavra, observado por uma participante da reunião.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.
Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.
“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.
A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.
A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.
A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.
Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.
“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.
A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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