Várzea Grande

Mais de 2 mil animais já foram vacinados contra raiva em Várzea Grande

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Ação volante já atendeu 11 bairros e vai reforçando, por onde passa, a importância da prevenção à doença. Saúde municipal vai realizar campanha nacional de imunização em setembro

A campanha de vacinação antirrábica volante promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Várzea Grande já imunizou, desde maio, 2.370 animais, sendo 1.814 cães e 556 gatos.

A ação tem percorre diversos bairros da cidade com o objetivo de controlar e prevenir a raiva, uma doença grave que pode ser transmitida aos seres humanos por meio da saliva de animais infectados.

Até o momento, 11 bairros já foram atendidos dentro dessa campanha volante. O destaque vai para o bairro Paiaguás Setor III, que registrou o maior número de animais vacinados: foram 724 no total, sendo 536 cães e 188 gatos. Em seguida, o Residencial São Benedito aparece com 462 animais imunizados (355 cães e 107 gatos), e o Mapim Setor 3, que vacinou 296 cães e 89 gatos, somando 385 animais.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares, avalia que os números reforçam a importância da ação contínua do Município na prevenção da raiva animal. “Esse balanço comprova o quanto a atuação da nossa equipe é essencial para garantir a saúde animal e a proteção dos munícipes. A vacinação é uma das formas mais eficazes de evitar a propagação da doença”, afirmou.

A médica veterinária do CCZ, Dra. Stela Gonzalez, reforça a importância da vacinação antirrábica como forma de proteção coletiva. “É fundamental vacinar os animaizinhos para evitar a propagação do vírus da raiva, tanto entre outros animais quanto para os seres humanos. A doença é transmitida principalmente por mordidas, arranhões ou lambeduras de animais infectados, geralmente cães e gatos”, destaca.

Stela frisa que a imunização em massa impede que o vírus circule entre os animais, controla os surtos e contribui para erradicar a doença em áreas urbanas. “Animais vacinados não representam risco de transmissão, o que promove saúde pública e tranquilidade para a comunidade”, completa a veterinária.

A vacinação antirrábica volante continua e deve percorrer ainda a comunidade rural do Formigueiro e os bairros Princesinha do Sol e Jacarandá. Conforme o esquema volante, a equipe passa de porta em porta às segundas, quartas e sextas-feiras. Ao fim da semana, um novo bairro é atendido.

Carlos Valadares adianta ainda que, em setembro, será realizado o ‘Dia D de Vacinação’, data nacional dedicada à imunização de cães e gatos contra a raiva, com pontos fixos espalhados pela cidade. “Os munícipes podem ficar despreocupados, pois em setembro teremos a campanha nacional e eles vão poder levar seus animaizinhos para serem vacinados. A data e os locais ainda estão sendo definidos, em breve divulgaremos”, conclui o superintendente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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