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Em SP, mostra Paiter Suruí apresenta, em fotos, o cotidiano da etnia

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Uma exposição em cartaz em São Paulo revela um acervo inédito de fotografias familiares do povo indígena Paiter Suruí, que vive entre os estados de Rondônia e Mato Grosso.

A mostra Paiter Suruí, Gente de Verdade narra a história e o cotidiano desta etnia, ao exibir mais de 900 imagens feitas em sua maioria pelos próprios indígenas desde os anos 1970.

Foi nessa época que as câmeras chegaram ao território da Terra Indígena Sete de Setembro e passaram a ser utilizadas pela população local.

O acervo de fotografias analógicas das famílias indígenas exibido na exposição documenta o dia a dia no território, aniversários, casamentos, batizados e competições esportivas, além dos desafios decorrentes dos contatos com os não indígenas.

A curadora da exposição Lahayda Poma destaca o ineditismo e a beleza do material da mostra, como um grande álbum de família, composto de registros informais e pessoais do povo Paiter Suruí.

As imagens do acervo histórico estavam armazenadas nas casas das famílias, guardadas em álbuns, caixas e estantes das diferentes aldeias do território indígena.

Agora, a história, as tradições, os afetos, o cotidiano e a resistência do povo Paiter Suruí são narrados a partir de seus próprios vídeos e fotografias, reunidos pelo Coletivo Lakapoy, um grupo pioneiro de audiovisual indígena.

A curadora Lahayada conta que a mostra reúne ainda entrevistas, objetos artesanais e fotos contemporâneas.

A exposição Paiter Suruí, Gente de Verdade fica em cartaz no Instituto Moreira Salles, na avenida Paulista, até 02 de novembro. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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