Várzea Grande
Prefeita e o presidente da Câmara Municipal vistoriam estrutura da nova sede do Legislativo várzea-grandense
Várzea Grande
A prefeita Flávia Moretti percorreu, acompanhada dos vereadores, todos os setores da nova sede do parlamento municipal. Em mais uma oportunidade, Poderes selaram harmonia e parceria por Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e a secretária de Governo, Carol Mello, realizaram na manhã desta quinta-feira (31), uma visita para conhecer as instalações da nova sede da Câmara. A prefeita e a secretária foram recepcionadas pelo presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB) e demais vereadores.
A prefeita lembrou que a nova sede do Legislativo municipal foi cedida pela Prefeitura, por meio de lei municipal 5374/2025, pelo prazo de 20 anos, podendo ser prorrogada pelo mesmo período ou período diferente. A Prefeitura Municipal aportou R$ 1,5 milhão em recursos para a obra de reforma do prédio.
“Aqui, na Câmara Municipal, também chegou uma nova era. Um espaço moderno, onde os munícipes poderão ser atendidos com maior acessibilidade e conforto. Fico feliz em voltar a este lugar. Há alguns anos vinha como advogada, na época a sede do Poder Judiciário. Hoje, como prefeita, vejo um local repaginado e pronto para discutir o desenvolvimento de nosso Município”, desta a prefeita.
O presidente da Câmara Municipal, o vereador Wanderley Cerqueira (MDB), conta que a Câmara Várzea-grandense é a maior sede do Legislativo do estado de Mato Grosso, com mais de 4 mil mts². Segundo o parlamentar, o estará preparado para receber a primeira sessão na terça-feira, dia 5 de agosto, às 8h, sendo a solenidade de abertura dos trabalhos legislativos do segundo semestre de 2025. Os gabinetes dos vereadores já estão em funcionamento. Toda a obra deve ser entregue no dia 23, data em que é comemorada a Emancipação Política de Várzea Grande.
“Aqui terá a Sala da Mulher, sala de informática para crianças carentes, escola do Legislativo, memorial do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV), entre outras importantes novidades. É uma nova Câmara, novos serviços, tudo bem moderno. Agradeço ao deputado Eduardo Botelho (UB), vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a prefeita Flávia Moretti por ajudarem nesta iniciativa”, disse.
A secretária municipal de Governo, Carol Mello, destacou a união do Legislativo com o Executivo. “Os dois poderes são independentes e harmônicos, como diz nossa Constituição, porém, estamos aqui em Várzea Grande estamos trabalhando juntos pelo desenvolvimento do nosso Município”, declara.
O presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), vereador várzea-grandense Bruno Rios (PL), lembra que tinha vergonha de se reunir com outros parlamentares municipais em seu antigo gabinete. “Hoje, tenho muito orgulho de trazer vereadores de todo estado aqui, na nova sede. Várzea Grande merece ter uma sede como essa, grande, nova, com estrutura adequada até mesmo para atender os munícipes”, destaca Bruno.
Estiveram presentes os secretários municipais: Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas do Chapéu do Sol, Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá.
Também estiveram presentes os vereadores: Adilsinho (Republicanos), Caio Cordeiro (PL), Samir Japonês (PL), Jânio Calistro (UB), Rosy Prado (UB), Carlinhos Figueiredo (Republicanos), Alessandro Moreira (MDB), Raul Curvo (Republicanos), Rogerinho da Dakar (PSDB), Braz Jaciro (PSDB), Charles da Educação (UB), Cilcinho (PV), Wender Madureira (Republicanos), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Enfermeiro Emerson (PP) e Sargento Galibert (PSB).
Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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