Cultura
Batatinha é homenageado com série de shows e palestras
Cultura
O poeta do samba Batatinha é homenageado com uma série de shows e palestras gratuitas nas cinco cidades onde viveu e continua inspirando gerações. Antes de se consagrar como um dos maiores nomes do samba, Oscar da Penha foi aprendiz de sapateiro e contínuo da Imprensa Oficial da Bahia, mas foi na música que encontrou voz e missão. Autor de 116 canções, foi gravado por artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Bete Carvalho e Caetano Veloso.

A programação é realizada pela Fundação Cultural do Estado e tem à frente o espetáculo Batatinha 100 Anos de Samba e Poesia, idealizado e interpretado pelo cantor e ator Dodô Só. Um compositor que soube transformar o cotidiano em poesia, silêncio e melodia.
Suas canções têm uma pegada que ele acabou transformando no blues baiano, um samba que, além de doce, é melancólico, está cheio de elegância. A cada apresentação, um artista convidado do universo do samba sobe ao palco e o público também participa de uma palestra com Artur da Penha, filho do compositor, compartilhando memórias afetivas e histórias do artista.
A diretora de artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Gabriela Sandiego, destaca a dimensão simbólica e pedagógica do projeto. Queremos é estimular que essa geração conheça esse artista, conheça o seu legado e valorize também, além de se conectarem com esse expoente da música. A temporada começa nesta sexta-feira em Salvador com Juliana Ribeiro, na Praça Quincas Berro d’Água, no Pelourinho, às 8 horas da noite.
Todas as apresentações são gratuitas e a programação completa está disponível no site ba.gov.br/cultura.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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