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Doutor Capinan: o letrista inventivo da MPB vai ganhar o Honoris Causa

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Um dos maiores compositores brasileiros, o poeta baiano José Carlos Capinan vai receber o título de Doutor Honoris Causa pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). A cerimônia acontece na próxima sexta-feira (1), às 17h, na Reitoria do IFBA, no bairro do Canela, em Salvador.

A concessão da honraria reconhece a importância da trajetória de Capinan na cultura brasileira.

Capinan, que é membro da Academia de Letras da Bahia (ALB), é uma personalidade cuja obra entrelaça arte, política, educação e resistência. Poeta, letrista, intelectual público, ele representa a força do pensamento inventivo e da produção cultural baiana no cenário nacional.

Nascido na Bahia em 1941, em Entre Rios, Capinan é uma das figuras centrais do movimento da Tropicália. Colaborou em músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, João Bosco, Paulinho da Viola, Sueli Costa e Moraes Moreira.

Além da atuação como letrista, foi diretor da TV Educativa da Bahia e do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). 

 


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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