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Festival ‘ÌYÁ’S leva oficinas artísticas a escolas de Salvador

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Uma outra aula começa quando o sinal toca. Em vez da lousa e da carteira, o palco, a dança e a performance tomam conta do espaço escolar. Assim se apresenta o ‘ÌYÁ’S Festival de Mulheres Negras nas Artes da Cena, que chega à nona edição com um passo além: oficinas formativas em escolas públicas de Salvador. Segundo a idealizadora e produtora executiva do projeto, Juliana Monique, a proposta é conectar estudantes e artistas negros em ações que cruzam a arte e a educação.

“Dentro da programação, dentro das relações que a gente construiu, foi visando mesmo, eu estou em sala de aula, sou professora também da rede e percebi a demanda mesmo da nossa comunidade escolar em atividades artísticas, mas atividades artísticas que tivessem esse viés de não só a formação, mas também essa sensibilização que tocasse no campo da identidade, que tocasse no gênero, mais com essa leveza, com essa poética.”

Dez oficinas gratuitas são realizadas por atrizes convidadas e selecionadas do festival, alcançando jovens do ensino fundamental e médio de cinco escolas em cinco bairros: Itapuã, Cajazeiras, Nazaré, Ribeira e Cabula.

“[…]Então vai ser um festival com muita busca por identidade, inclusive na própria oficina falando dos processos criativos dessas mulheres. “

O ‘ÌYÁ’S Festival de Mulheres Negras nas Artes da Cena acontece de 18 a 26 de julho em Salvador, com apresentações, oficinas e ações formativas voltadas à valorização da produção artística e intelectual de mulheres negras. A programação completa é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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