Cuiabá
Cuiabá adota visitas multidisciplinares nas UPAs para evitar superlotação
Cuiabá
Desde o início deste mês, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), implantou de forma inédita na rede pública a realização de visitas multidisciplinares nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A iniciativa tem como principal objetivo melhorar a qualidade do atendimento, acelerar a recuperação dos pacientes e reduzir o tempo de permanência nas unidades, contribuindo diretamente para evitar a superlotação.
A estratégia, já consolidada em hospitais de referência, passa agora a fazer parte da rotina também nas UPAs e Policlínicas de Cuiabá. O modelo consiste em um acompanhamento diário realizado à beira-leito por uma equipe composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais. Essa atuação conjunta permite uma avaliação mais ampla e resolutiva das necessidades de cada paciente.
De acordo com o secretário adjunto de Atenção Secundária, Israel Paniago, a iniciativa proporciona agilidade e precisão no cuidado.
“Estamos implementando nas UPAs e Policlínicas a visita da equipe multidisciplinar, formada pelos próprios profissionais da unidade. A equipe avalia cada paciente considerando aspectos médicos, psicológicos, nutricionais e sociais. Muitas vezes o paciente permanece internado por questões sociais, como falta de acompanhante ou de condições para voltar para casa. Com o assistente social presente, essas barreiras podem ser resolvidas de forma imediata, liberando o leito para outro paciente”, explicou.
Paniago também destacou que a visita evita falhas na comunicação e facilita decisões mais rápidas.“Com a equipe reunida, as decisões são tomadas em tempo real, sem a necessidade de esperar por pareceres ou encaminhamentos burocráticos. Isso gera eficiência e melhora o cuidado”, reforçou.
O coordenador das UPAs de Cuiabá, Odair Mendonça da Silva, também destacou os efeitos positivos da iniciativa no fluxo assistencial. “O paciente é avaliado pela equipe e, se estiver em condições, pode receber alta para ser acompanhado em ambulatório ou em uma unidade básica de saúde. Isso evita internações desnecessárias e permite que os casos menos graves sigam na atenção primária, que hoje é o principal canal de continuidade do cuidado”, explicou.
Na prática, os resultados já são percebidos nas unidades. A diretora técnica da UPA Verdão, Dra. Mayara Cristina Silva dos Santos Kutschenko, relatou os ganhos para pacientes e profissionais. “A visita multidisciplinar ajuda na tomada de decisões difíceis, como nos casos de recusa de tratamento. A participação da família também é essencial nesse processo, pois ela entende melhor a conduta médica e os cuidados necessários em casa. Além disso, essa estratégia mantém o fluxo de altas e transferências organizado e seguro”, afirmou.
Ela acrescentou que muitas decisões não cabem apenas ao médico. “Casos complexos exigem a atuação do assistente social, do nutricionista e de outros profissionais. Ter a equipe completa à beira-leito facilita a condução adequada do tratamento”, completou.
A secretária municipal de Saúde, Dra. Lucia Helena Barboza, destacou que a ação é pioneira e faz parte das medidas estruturantes da atual gestão. “Essa é uma iniciativa inédita em Cuiabá, implantada exclusivamente pela gestão do prefeito Abilio Brunini. Estamos trazendo uma ferramenta já utilizada em grandes hospitais para fortalecer nossas UPAs. Com isso, melhoramos o fluxo de pacientes, agilizamos as altas e liberamos leitos, o que reduz a superlotação e garante um atendimento mais eficiente à população”, finalizou.
#PraCegoVer
A imagem mostra um grupo de servidores da saúde realizando atendimento a um paciente que está em um leito hospitalar. Várias cores aparecem na imagem, predominando o branco, principalmente nos uniformes dos profissionais.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.
Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.
“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.
A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.
A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.
A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.
Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.
“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.
A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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