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Prefeita visita empresas e incentiva desenvolvimento econômico de Várzea Grande

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Atual gestão está aberta para receber empresários que queiram investir e para os empresários que querem expandir, apoiando atração de negócios como forma de melhorar a qualidade de vida da população por meio da maior oferta de vagas formais, e em especial, do rendimento salarial

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), visitou duas empresas instaladas no Município, nesta sexta-feira (11), e novamente firmou o compromisso com o desenvolvimento econômico várzea-grandense. As empresas visitadas foram: Refrigerantes Marajá e o Clube 40 Graus.

“A gestão Flávia Moretti e Tião da Zaeli está ao lado de quem gera emprego e renda aos nossos munícipes. Estamos à disposição de todos que investem em nosso Município para ouvir seus anseios, pois, o desenvolvimento econômico de Várzea Grande passa diretamente por meio das empresas instaladas aqui. Estamos prontos para ouvir e dialogar com todos para que o nosso Município desenvolva e crie mais oportunidades para os várzea-grandenses”, afirmou a prefeita.

O vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL), participou da visita a Marajá Refrigerantes e destacou que a gestão municipal apoiará quem investe no Município. “Pode ter certeza. Confie que Flávia e eu vamos construir uma cidade mais forte na questão econômica, pois, queremos que o empresário dentro de Várzea Grande prospere para gerar ainda mais emprego e mais renda à população”, declara Tião.

A primeira visita desta sexta-feira ocorreu no Clube 40 Graus, no bairro Carrapicho. No local, a proprietária Jane Chaves, destacou que o clube recebe em dias de pico, média de 2.500 pessoas, e a maioria dos seus clientes é de Cuiabá. “Nosso público tem em torno de 30% várzea-grandense, 50% Cuiabá e o restante de outros municípios. Aqui, é uma área de lazer com piscinas, tobogãs, sala de jogos e também serviços de almoço e bebidas”, conta a empresária.

“Aqui, é uma área de lazer e também turística, pois está bem ao lado do nosso rio Cuiabá. Várzea Grande ganha muito com um local como esse. Parabenizo a Jane pela visão em investir em uma área importante na nossa economia. Tenho certeza que o Clube 40 Graus terá muito mais sucesso”, destaca a prefeita Flávia Moretti.

Já na empresa Refrigerantes Marajá, a prefeita foi recebida pela diretoria da empresa Ulana, Cláudio e Edson Bruehmueller. Eles contam que a Marajá completará 62 anos de fundação, além de contar atualmente, só em Várzea Grande, com 252 profissionais.

“Em Várzea Grande podemos produzir até 70 mil litros de bebidas por hora. A nossa empresa cumpre com tudo o que se compromete, desde os produtos de qualidade que oferecemos aos nossos clientes até a pontualidade nos pagamentos de tributos e o ambiente de trabalho saudável que proporcionamos aos nossos colaboradores”, disse o presidente da empresa, Cláudio.

A prefeita enfatizou a história da Marajá com o Município. “Quando se fala em Várzea Grande, fale-se da Marajá Refrigerantes. Um produto de qualidade, além de ser uma empresa histórica dentro de Várzea Grande. Que essa história de sucesso continue por muitos e muitos anos, contribuindo para o crescimento de Mato Grosso e para a geração de empregos aos várzea-grandenses”, conta Moretti.

Fizeram parte da comitiva de Várzea Grande os secretários de: Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mario Quidá; Assuntos Estratégicos, Ina de Maria; Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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