Cultura
Dia do Quadrilheiro Junino: dançantes mantêm a cultura viva
Cultura
Se não pode haver São João sem dança de quadrilha, não pode haver quadrilha junina sem os dançantes que mantêm viva a cultura e a alegria das festas, por meio de cantos e gestos, além da tradição popular. E em homenagem aos responsáveis por essa animação, é celebrado nesta sexta-feira (27) o “Dia do Quadrilheiro Junino”. Ser quadrilheiro é mais do que dançar. É ensaiar com vontade, vestir a animação e empolgar o público.

As quadrilhas foram trazidas pela corte portuguesa ainda no começo do século 19. O que era uma dança de salões da elite parisiense, se tornou uma das principais formas de manifestação popular brasileira.
O que era uma dança de apenas quatro casais, se ampliou para até milhares de pares, como no caso de Campina Grande, na Paraíba, famosa por promover uma das maiores festas de São João do Brasil.
Com elementos culturais, religiosos e folclóricos, as quadrilhas ganharam importância econômica e turística, principalmente na região nordestina.
No ano passado, a quadrilha junina foi reconhecida oficialmente como manifestação da cultura nacional, ao lado das escolas de samba, do forró e das festas juninas.
E a melhor forma de comemorar é dançando. Na zona da mata pernambucana, por exemplo, acontece nesta sexta-feira a segunda noite do concuro da Federação Estadual de Quadrilhas Juninas. A etapa final da competição será na cidade pernambucana de Goiana, nos dias 5 e 6 de julho.
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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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